Meus dramas na hora de ler

Sexta-feira, 01 de julho de 2016.

Talvez não seja apenas eu que tenha, mas abaixo, vou colocar algumas coisinhas que me incomodam na hora que vou ler – uma hora tão importante. Quem sabe daqui alguns anos mudem, pois somos condicionados pelo tempo, porém deixo aqui, em meu caderno de anotações virtual, os meus dilemas literários hehehe.

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O primeiro: Vc lê demais, menina! Vá conversar com os outros.

Oras! Eu faço jornalismo, e já converso muito. A hora da leitura para mim é um descanso mental. Então, se estou lendo neste momento é porque preciso. E jornalista precisa estar bem informado. 😉 #dica

O segundo: Ei… diz pra mim, qual seu livro favorito?

 

Oii? Não tenho. Ou melhor não consigo escolher um. É difícil, eu tenho um relacionamento muito sério com cada obra que leio.

O terceiro: Me empresta seu livro? Nossa! Por que não?

Meu amor, não é fácil comprar livros, mais ainda aqui no Brasil, então não dá. Tem gente que não devolve ou se devolve vem sujo. Uma vez quis tentar emprestar e meu livro voltou com feijão no final da página. Assim, fica impossível voltar a tentar emprestar. :/

O quarto: Este dilema é meu mesmo. Qual livro escolher. Quando vou em sebos, livrarias e até virtualmente, não consigo escolher. Levo um tempo até decidir. Nos sebos folheio e folheio. Leio tudinho que posso, para depois, comprar. hehe

O quinto: Quando alguém te diz: – Não gosto de ler!

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– Sério? Não é possível?! A leitura é algo tão prazeroso. E o crescimento que se adquire através dela é fantástico. Fora que é um momento tão seu. Onde descansamos, sonhamos, imaginamos… enfim, é nossa pausa do mundo.

O sexto: Não encontrar um lugar bem iluminado e quieto para ler.

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Nossa! Odeio esse dilema. Em casa saio à caça por um lugar quieto e com muitaaa luz. À noite um abajur com uma mega luz fica ao lado de minha cama. Falando na quietude para ler, tem momentos e livros, que até consigo ler com um pouco de barulho ou ruído. Agora, quando é livro do curso de jornalismo, onde devo estar muito atenta, pois é conteúdo de prova, aí é pior. Dedicação para entender cada parte é fundamental.

O sétimo: – Você lê dois livros ao mesmo tempo?

Eu consigo. Não confundo histórias nem nada do tipo. Mas assim, normalmente tento ler gêneros diferentes. Isso ajuda! Por exemplo, se estou lendo um romance longo gosto de variar com um livro de poesias ou quadrinhos. É muito legal!

Bem, esses são meus dilemas literários. Quem sabe aumente ou diminua… só o tempo nos dirá hahaha.

 

♥ Meus Wallpaper’s ♥

Abaixo alguns wallpaper’s que estão em uma pastinha especial em meu Pint.

As imagens na pasta são, na maioria,  ilustrações. Uma mais linda que a outra e que deixa meu celular e desktop cada dia mais artístico hehehe. 🙂

Que tal um papel de parede destes enfeitando a parede do seu quarto? :) #gatos #cachorro #hora_das_compras:

Portrait - Hsiao Ron Cheng:

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Anatomical Heart Art:

Cor:

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Nuvens de galaxia:

Atenção: Todas as imagens foram reproduzidas do Pinterest. 

Coletando belezas

Quinta-feira, 30 de junho de 2016.

“A Felicidade é alcançada quando a pessoa está pronta para ser o que ele É”.

Filósofo Erasma de Roterdã.

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Explore outros lugares. Vá para outros cantos. Sinta, converse e perceba a vida que te rodeia. Pelo amor vale lutar!

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“Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses”.

Rubem Alves.

 

Como fui apresentada a García Márquez

Terça-feira, 26 de abril de 2016.

Sempre ouvia falar do Gabriel García Márquez, mas não sei o motivo nunca fui procurar sobre ele. Normalmente quando vejo muitas pessoas falando de determinado autor eu vou em busca de algum texto. Mas com o García Márquez não foi assim.

Bom como gosto de ler. Aprecio muito a literatura. Então, estava procurando na internet algo em espanhol para ler, pois eu estou testando o meu espanhol. E nada melhor como testar um idioma conversando, e por que não, lendo. Então, em uma tarde de frio e  chuva, ao mesmo tempo, sentei na frente de computador e procurei. Adivinhem! Qual foi o primeiro autor que apareceu no Google em espanhol? Sim, García Márquez. Bem, não pensei duas vezes e  fui ler sobre o autor, escritor e jornalista. Quando vi que ele também era jornalista fiquei muito curiosa. Faço jornalismo para quem não sabe.

Já vi algumas obras consagradas do escritor, porém, como é para começar a ler em espanhol, e também, conhecer o Gabo (apelido de Gabriel José García Márquez) escolhi algo mais curto, de primeira. Todavia, seus clássicos já entraram em minha lista de leituras. De toda sua obra quero começar pelas clássicas. Cem Anos de Solidão e O Amor em Tempos de Cólera. Além disso, quero uma biografia dele. Para aprofundar, e se possível, em espanhol (hehe).

Procurei e procurei e encontrei um conto curto do Gabo para testar meu espanhol e conhecê-lo. O conto é Ladrón de Sábado ou, em português, Ladrão de Sábado. Que conto maravilhoso. Sabe quando termina e você não percebe porque queria mais? Então, essa foi minha experiência com esse conto. E li ele em espanhol. Aprendi novas palavrinhas, muito valido.

Abaixo, vou colocar na íntegra o conto em espanhol. Espero que leiam e gostem. A língua espanhola é a minha preferida, depois de português, claro! 🙂

Hugo, un ladrón que sólo roba los fines de semana, entra en una casa un sábado por la noche. Ana, la dueña, una treintañera guapa e insomne empedernida, lo descubre in fraganti. Amenazada con la pistola, la mujer le entrega todas las joyas y cosas de valor, y le pide que no se acerque a Pauli, su niña de tres años. Sin embargo, la niña lo ve, y él la conquista con algunos trucos de magia. Hugo piensa: «¿Por qué irse tan pronto, si se está tan bien aquí?» Podría quedarse todo el fin de semana y gozar plenamente la situación, pues el marido -lo sabe porque los ha espiado- no regresa de su viaje de negocios hasta el domingo en la noche. El ladrón no lo piensa mucho: se pone los pantalones del señor de la casa y le pide a Ana que cocine para él, que saque el vino de la cava y que ponga algo de música para cenar, porque sin música no puede vivir.A Ana, preocupada por Pauli, mientras prepara la cena se le ocurre algo para sacar al tipo de su casa. Pero no puede hacer gran cosa porque Hugo cortó los cables del teléfono, la casa está muy alejada, es de noche y nadie va a llegar. Ana decide poner una pastilla para dormir en la copa de Hugo. Durante la cena, el ladrón, que entre semana es velador de un banco, descubre que Ana es la conductora de su programa favorito de radio, el programa de música popular que oye todas las noches, sin falta. Hugo es su gran admirador y. mientras escuchan al gran Benny cantando Cómo fue en un casete, hablan sobre música y músicos. Ana se arrepiente de dormirlo pues Hugo se comporta tranquilamente y no tiene intenciones de lastimarla ni violentarla, pero ya es tarde porque el somnífero ya está en la copa y el ladrón la bebe toda muy contento. Sin embargo, ha habido una equivocación, y quien ha tomado la copa con la pastilla es ella. Ana se queda dormida en un dos por tres.A la mañana siguiente Ana despierta completamente vestida y muy bien tapada con una cobija, en su recámara. En el jardín, Hugo y Pauli juegan, ya que han terminado de hacer el desayuno. Ana se sorprende de lo bien que se llevan. Además, le encanta cómo cocina ese ladrón que, a fin de cuentas, es bastante atractivo. Ana empieza a sentir una extraña felicidad.En esos momentos una amiga pasa para invitarla a comer. Hugo se pone nervioso pero Ana inventa que la niña está enferma y la despide de inmediato. Así los tres se quedan juntitos en casa a disfrutar del domingo. Hugo repara las ventanas y el teléfono que descompuso la noche anterior, mientras silba. Ana se entera de que él baila muy bien el danzón, baile que a ella le encanta pero que nunca puede practicar con nadie. Él le propone que bailen una pieza y se acoplan de tal manera que bailan hasta ya entrada la tarde. Pauli los observa, aplaude y, finalmente se queda dormida. Rendidos, terminan tirados en un sillón de la sala.Para entonces ya se les fue el santo al cielo, pues es hora de que el marido regrese. Aunque Ana se resiste, Hugo le devuelve casi todo lo que había robado, le da algunos consejos para que no se metan en su casa los ladrones, y se despide de las dos mujeres con no poca tristeza. Ana lo mira alejarse. Hugo está por desaparecer y ella lo llama a voces. Cuando regresa le dice, mirándole muy fijo a los ojos, que el próximo fin de semana su esposo va a volver a salir de viaje. El ladrón de sábado se va feliz, bailando por las calles del barrio, mientras anochece. 

 

 

 

Segunda chance para o amor – filme

Sexta-feira, 22 de abril de 2016.

Adoro filmes que abordam a arte da tentativa, reconquista, segunda chance. Pois a vida funciona assim, não é mesmo?! Quem já não teve que dar uma chance? E não digo isso apenas para o campo romântico. Mas sim, nas outras esferas que englobam nossas vidas. Amizade, trabalho, família e a nós mesmos.

É tentar viver bem a partir de um erro e/ou decepção. Todos os dias temos uma segunda chance, gosto de pensar assim. Quando amanhece, quando nos chega o novo dia é uma nova oportunidade de fazer diferente. De melhorar a nossa pessoa, nossas atividades e também nossos dons.

No filme, dirigido e estrelado, por Edward Burns nós vemos isso. Com o título Purple Violets –  Segunda Chance para o Amor (Brasil), o filme conta a importância e a necessidade de nos perdoarmos e dar mais uma chance para acertar. No enredo nós temos dois casais que por erros passados estão separados, e vivendo assim, vidas infelizes. Todavia, temos carreiras que também não deram certas ou quase. Uma escritora que abandona seu amor pela literatura por tudo de errado que ela deixou acontecer. Também tem um escritor que não tem coragem de expor seus sentimentos. E fica apenas escrevendo o que outros querem. E assim, consequentemente, não se realiza.

Um advogado, ex-dependente alcoólico, que se deu uma nova chance. Vencendo a dependência da bebida. Toda essa reviravolta faz acordar nele a vontade de rever e tentar novamente um amor do passado. Um amor que não terminou de uma forma legal. Sentimento que viveu com a professora  Kate. Ela também não o perdoou e durante o filme podemos ver o ressentimento e a dor de uma suposta traição. Basicamente, é isso. Nós vamos ver  como o amor e o diálogo podem ajudar na reparação das vidas.

Eu, particularmente, gostei do filme. Dou cinco estrelinhas para ele. Tem bom roteiro, fala de algo essencial, bons atores. Fotografia linda. Pode parecer mais um filme simples de romance com um pouco de drama. Contudo, é uma boa obra para a reflexão humana. A trilha sonora  achei fraca, bonita, mas poderia ser bem mais explorada. Não vou comentar mais, pois seria spoiler. Vale assistir!

Imagem: Divulgação.

Salvando imagens – Pedaços da Inglaterra

Quarta-feira, 20 de abril de 2016.

Amo a Inglaterra. Se tem um país que moraria, ou melhor, ainda vou morar vai ser lá. Fico toda boba com as fotografias desse país lindo. Seja pela arquitetura antiga que me encanta, pela moda, pelo clima – amo frio e chuva, enfim… Todo mundo tem um cantinho no mundo que curte. Quem ama viajar tem muitos, não é?! Adoro uma viagem tbm. 🙂

Bem, recentemente comecei a seguir um Tumblr de uma menina brasileira que mora nesse país dos meus sonhos ahahahahahaha. E as suas fotografias são tão maravilhosas que quero salvar aqui no Camporeja. E dizer que serei apreciadora desse blog hehe <3. Ver essas fotografias é uma inspiração para quando meus pés estiverem por lá hehehe.

Blog Hello Lolla

Mas ao longo do blog vocês ainda verão muito da Inglaterra aqui. Então, se preparem. Pra curtir o post vcs podem ouvir a Frances ❤

Segundo Lolla, está é Lewes, ao leste do condado de Sussex.

In love ❤

Apaixonada por antiguidades. E na Inglaterra é o que não falta 🙂

O mais legal do blog dela é que ela dá várias dicas. E tudo em português – se caso não entenda tão bem inglês.

Hora do Chá na terra da rainha ❤

Tudo lindinho. Tá aí mais um blog legal pra gente acompanhar.

E nesse final de semana quero postar o ensaio que fiz no sábado (16). Vou explicar tbm um pouquinho de fotografia.

Meu estilo mix

Terça-feira, 19 de abril de 2016

Own… como passou esse final de semana. Fiz tantas coisas. Li alguns contos, escrevi um pouco do projeto do meu TCC, e ainda de quebra, fotografei um ensaio lindo. Que em breve vai estar aqui no Camporeja. Todavia, se vocês seguem meu Tumblr, o Camporejando, já podem ver as fotografias. Aqui no Camporeja vou fazer um post especial explicando sobre as fotografias e o processo que utilizei para fazê-las. Ficaram lindas 🙂

Mas no post de hoje, quero compartilhar algumas imagens que estão no meu Pinterest, no painel, Meu estilo Mix.  Como podem perceber pelo nome não tenho um estilo definido hehe. Uso o que gosto e o que me cai bem, né :p Bem, sem delongas… algumas fotografias que me servem de inspiração. Abaixo também vou comentar por qual razão escolhi as queridinhas.

COLINE_240316_SERIE2_WEB-8:

Adoro e acompanho o estilo da blogueira francesa Coline. Um look moderno e arrumadinho. Macacão está na moda, vamos combinar?! Onde vou vejo alguém com a peça. E nessa cor, ficou show. Sou suspeita pois amo a cor preta. 🙂

Street Style | Listras, jeans boyfriend e stiletto de oncinha:

Sou totalmente a favor de looks confortáveis. E nada melhor que uma camiseta de listras soltinha. E pra melhorar uma boyfriend. O glamour está nos pés e na bolsa. Amei tudo, té  o cabelo.

Nude top with flared denim:

Mais um look confortável. Esse casa super bem para o trabalho. Eu pelo menos usaria. Moderno e com uma pegada despojada nas barras da calça. Cabelo ondulado bagunçado é perfect.

casual comfortable:

Mas de todos, este é o meu queridinho. Tem renda, tem couro e calça social. Perfeitoo. ❤ Esse com certeza é o meu look de trabalho da vida. hehe

40 Adorable Boho Casual Outfits To Look Cool | http://stylishwife.com/2014/11/adorable-boho-casual-outfits-to-look-cool.html:

Depende onde tu trabalha pode apostar desse. Um estilo chamado Boho casual. Vai bem desde passeio até trabalho. Por exemplo, se você trabalha com fotografia –  como eu e é jornalista – pode apostar hehe. Não preciso escrever aqui que também amei o look, não é?!

Dolce&Gabbana Winter 2016:

Pra arrasar na festa eu escolheria esse. D&G lindooooooo ❤ Tem flor, essa cor é maravilhosa e o seu corte é muito feminino. E é da coleção do inverno 2016 da marca. Se bem que eu usaria em todos os invernos ahahahahaha :p

Bom, estão aí alguns looks. Assim vocês puderam ver o mix de estilos em mim hihihi.

Imagens: Pinterest

Quantas vezes já mentimos?

Pergunta difícil, não?

Mentir é pecado e ponto. Levo isso comigo. Aprendi desde pequena com minha mãe que isso é algo feio e prejudicial tanto para mim como para você que me lê. Mentir é diferente de omitir. Algumas vezes, por exemplo, não queremos dizer para a nossa avó que não vamos poder passar em sua casa tomar um chá, porém a velha resposta: depois passo, sim! É latente. Vai dizer que nunca disse isso? Quem sabe você tenha dito a um amigo, filho, namorado, por fim, dizemos.

Eu considero isso uma omissão, e não uma mentira, pois não queremos nem dizer não nem sim. Sabemos que temos outras funções para cumprir, mas dizer um não  para quem gostamos, às vezes, torna-se difícil. Eu pelo menos acho.

Pronto, mostrei a diferença brevemente entre mentir e omitir. Contudo, e quando somos influenciados a mentir  por alguns? Por erros deles próprios. Já aconteceu com você? Comigo algumas vezes. Como disse, fui criada para não mentir. Então quando me perguntam algo normalmente falo minha opinião verdadeiramente. Tem momentos que até franca demais me torno. O que, já notei, causa incomodo em alguns. Ora, perguntou aguente! Uma vez na minha sala da faculdade meus colegas não fizeram o trabalho no prazo que a professora solicitou, então alguns, tiveram a ideia de mentir que a professora tinha dito aquela data. Ou seja, vamos falar que não era para hoje. E de todos aqueles vinte e tantos alunos eu fui a única a fazer o tal trabalho. Passei alguns dias fazendo, lendo e revisando. Gastei com a impressão e tal. Quando ouvi me revoltei. Levantei e disse: Mas eu fiz! O que quis dizer com isso? Que eu falaria a verdade. Com isso, brotaram em minha mesa todos os meus colegas pedindo para eu não entregar o trabalho. Me disseram: Mente que não fez! Minta, minta, seja parça.

Estavam me induzindo a mentir. Vi que alguns não tinham feito por simples preguiça e descaso. Pois com o tempo de faculdade você acaba conhecendo um pouco dos colegas. Já outros estavam cansados e deixaram de lado o trabalho. Porém, eu pensei em mim. No que aprendi sobre não mentir com minha mãe e minha religião, e também, com o meu empenho de fazer o trabalho no prazo. Também estudo igual eles e trabalho. No momento posso estar sem estágio, mas ajudo em casa. E mesmo assim, fiz o trabalho.

Final da história? entreguei o trabalho no dia certo. A única. Me olharam de torto alguns, mas minha mente estava em paz. E aí de quem falasse um a, pois iria ouvir.

Sem mentiras, por favor.

Inspiração visual – salvando imagens

Sexta-feira, 15 de abril de 2016. o/

Olá, no post de hoje no Camporeja eu vou falar um pouquinho sobre minhas inspirações visuais. Amanhã, sábado, tenho um ensaio fotográfico para fazer, então, sempre gosto de dar uma olhada em algumas inspirações.

Como já conversei com a minha cliente, e já sei o que ela quer, agora é só procurar algumas imagens para compor no meu painel no Pinterest. Esté é o meu Pin

Se caso quiser me seguir e ver mais fiquem a vontade 😉

No ensaio de amanhã, pensei em algo bem floral para a minha fotografada. Ela curte flores e campo como eu, então vem ver o que separei. 🙂

  • Todas as imagens são do Pinterest/ meu painel Artes Fotográficas

Fairytale fashion fantasy / karen cox.:

Flores, joias grandes e tecido leve. A cor forte fica para as flores. Amei ❤

 :

Tem bem pegada de boho pelo vestido. O vermelho contrastando com o branco é lindo.

Flowers:

Essa fotografia tem um ar de fantasia. Cores neutras e lindas. Notaram que todas as cores conversam, e o resultado final, é bem dizer uma cor só? ❤

http://votetrends.com/polls/296/share #fashion #couture #editorial #designer #style:

Nem sempre as flores precisam estar na cabeça 😀 Olha que lindo elas pelo corpo. Aqui só cores vibrantes.

 :

Nada mais lindo e simples do que uma rosa vermelha.

Roses #makeup:

Realçando detalhes.

 :

Respirando flores.

Bem, pessoal essas são algumas referências para o meu trabalho. Espero que tenham curtido 🙂

Fernando Sabino, um escritor mineiro

Sexta-feira, 08 de abril de 2016.

Hoje, no Camporeja, quero compartilhar com vocês um pouco sobre um dos meus escritores favoritos, Fernando Sabino.

Sabino tem desde livos com romances publicados até contos. O primeiro conto dele que tive oportunidade de ler foi O Homem nu, de 1960. O Homem nu virou um livro onde tem vários contos copilados. Este conto trata da vida de um homem, um drama que ele passa na verdade, devendo uma prestação de uma televisão. E por esse motivo ele tem a ideia dele e de sua esposa mentirem que não tem ninguém em casa. Para assim, quando o cobrador não o encontrá-lo.

Porém, ele não fazia isso por ser um vigarista, mas sim porque no dia não tinha esse dinheiro em mãos, então, achava melhor mentir não estar em casa. Com a ideia de ir tomar banho tirou sua roupa, contudo sua mulher entrou primeiro no banho. E ele teve que esperar. Por isso, foi preparar o café da manhã, colocou a água para esquentar e foi pegar o pão que o padeiro deixa todas as manhãs em sua porta. Todavia, ele não contava com uma corrente de ar que veio e fechou a porta de seu apartamento. E ficou no meio do corredor pelado. Cada passo era um medo diferente. Tentava se esconder, colocar a mão na frente de sua nudez…

No desenrolar da história, que só lendo o conto para entender, o homem nu  é visto por sua vizinha que grita muito ao vê-lo despido. A senhora achou que era o padeiro pelado. Com os gritos da senhora e de tanto ele bater na porta, Maria – sua esposa – abre , finalmente, a porta. Em disparada entra em casa. O homem nu se vestiu e sentou-se para se acalmar. Nem banhou tomou. Tempinho depois, batem na porta e ele levanta ver, pois acredita ser a polícia, mas não é a polícia, e sim o cobrador.

hehe esse conto é uma reflexão. Não adianta fugir dos problemas. Mais ou cedo ou mais tarde vai ter que enfrentar. Eu também interpreto esse conto, na hora que o homem fica nu, como o momento em que ele é ele. Está nu, limpo de qualquer esteriótipo. E também como sua verdade. Ali ele foi posto em uma situação de verdade. É muito interessante esse conto.O bem da verdade é que sou suspeita para falar de Sabino. Admiro muito sua forma de escrita e também seus temas.

Como disse no título, Sabino é de Minas Gerais. Aprendeu sozinho com a sua mãe as letras. Estudou gramática, direito e jornalismo – para minha felicidade. Muito contente por ter ele como colega de profissão hehe. Além do amor pela literatura.

Por hoje é isso, mas ao longo da semana quero falar mais sobre Sabino e compartilhar mais de seus escritos. 🙂 Abaixo deixo o conto na íntegra. Boa leitura.

O Homem nu – 1960

Ao acordar, disse para a mulher:

— Escuta, minha filha: hoje é dia de pagar a prestação da televisão, vem aí o sujeito com a conta, na certa. Mas acontece que ontem eu não trouxe dinheiro da cidade, estou a nenhum.

— Explique isso ao homem — ponderou a mulher.

— Não gosto dessas coisas. Dá um ar de vigarice, gosto de cumprir rigorosamente as minhas obrigações. Escuta: quando ele vier a gente fica quieto aqui dentro, não faz barulho, para ele pensar que não tem ninguém. Deixa ele bater até cansar — amanhã eu pago.

Pouco depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao banheiro para tomar um banho, mas a mulher já se trancara lá dentro. Enquanto esperava, resolveu fazer um café. Pôs a água a ferver e abriu a porta de serviço para apanhar o pão. Como estivesse completamente nu, olhou com cautela para um lado e para outro antes de arriscar-se a dar dois passos até o embrulhinho deixado pelo padeiro sobre o mármore do parapeito. Ainda era muito cedo, não poderia aparecer ninguém. Mal seus dedos, porém, tocavam o pão, a porta atrás de si fechou-se com estrondo, impulsionada pelo vento.

Aterrorizado, precipitou-se até a campainha e, depois de tocá-la, ficou à espera, olhando ansiosamente ao redor. Ouviu lá dentro o ruído da água do chuveiro interromper-se de súbito, mas ninguém veio abrir. Na certa a mulher pensava que já era o sujeito da televisão. Bateu com o nó dos dedos:

— Maria! Abre aí, Maria. Sou eu — chamou, em voz baixa.

Quanto mais batia, mais silêncio fazia lá dentro.

Enquanto isso, ouvia lá embaixo a porta do elevador fechar-se, viu o ponteiro subir lentamente os andares… Desta vez, era o homem da televisão!

Não era. Refugiado no lanço da escada entre os andares, esperou que o elevador passasse, e voltou para a porta de seu apartamento, sempre a segurar nas mãos nervosas o embrulho de pão:

— Maria, por favor! Sou eu!

Desta vez não teve tempo de insistir: ouviu passos na escada, lentos, regulares, vindos lá de baixo… Tomado de pânico, olhou ao redor, fazendo uma pirueta, e assim despido, embrulho na mão, parecia executar um ballet grotesco e mal ensaiado. Os passos na escada se aproximavam, e ele sem onde se esconder. Correu para o elevador, apertou o botão. Foi o tempo de abrir a porta e entrar, e a empregada passava, vagarosa, encetando a subida de mais um lanço de escada. Ele respirou aliviado, enxugando o suor da testa com o embrulho do pão.

Mas eis que a porta interna do elevador se fecha e ele começa a descer.

— Ah, isso é que não! — fez o homem nu, sobressaltado.

E agora? Alguém lá embaixo abriria a porta do elevador e daria com ele ali, em pêlo, podia mesmo ser algum vizinho conhecido… Percebeu, desorientado, que estava sendo levado cada vez para mais longe de seu apartamento, começava a viver um verdadeiro pesadelo de Kafka, instaurava-se naquele momento o mais autêntico e desvairado Regime do Terror!

— Isso é que não — repetiu, furioso.

Agarrou-se à porta do elevador e abriu-a com força entre os andares, obrigando-o a parar. Respirou fundo, fechando os olhos, para ter a momentânea ilusão de que sonhava. Depois experimentou apertar o botão do seu andar. Lá embaixo continuavam a chamar o elevador. Antes de mais nada: “Emergência: parar”. Muito bem. E agora? Iria subir ou descer? Com cautela desligou a parada de emergência, largou a porta, enquanto insistia em fazer o elevador subir. O elevador subiu.

— Maria! Abre esta porta! — gritava, desta vez esmurrando a porta, já sem nenhuma cautela. Ouviu que outra porta se abria atrás de si.

Voltou-se, acuado, apoiando o traseiro no batente e tentando inutilmente cobrir-se com o embrulho de pão. Era a velha do apartamento vizinho:

— Bom dia, minha senhora — disse ele, confuso. — Imagine que eu…

A velha, estarrecida, atirou os braços para cima, soltou um grito:

— Valha-me Deus! O padeiro está nu!

E correu ao telefone para chamar a radiopatrulha:

— Tem um homem pelado aqui na porta!

Outros vizinhos, ouvindo a gritaria, vieram ver o que se passava:

— É um tarado!

— Olha, que horror!

— Não olha não! Já pra dentro, minha filha!

Maria, a esposa do infeliz, abriu finalmente a porta para ver o que era. Ele entrou como um foguete e vestiu-se precipitadamente, sem nem se lembrar do banho. Poucos minutos depois, restabelecida a calma lá fora, bateram na porta.

— Deve ser a polícia — disse ele, ainda ofegante, indo abrir.

Não era: era o cobrador da televisão.