Quando me sinto feliz

DSC_0199 Capim e sua beleza

Criada perto dos animais e da natureza um dos momentos mais felizes é quando meu pai diz:

Vamos na chácara hoje?

A reposta é claro que sim, né. Quando estou perto da natureza posso dizer com toda certeza que me sinto mais perto de Deus. A natureza em seu estado puro é Deus. É como ele fez, não tem modificações do ser humano. Lá na chácara meu avô tenta manter tudo da mesma maneira. Tem uma parte especial onde ele cuida e preserva. É ali que nasce a sanga, água que brota das pedras – um reservatório natural.

Lembro que no começo o cheiro dos animais era forte, mas hoje eu nem sinto. Você se acostuma com o natural. O cheiro das árvores nativas exala pelo vento, e quando chove? ah quando chove. A chuva já resguarda todo um encanto, mas no campo parece mais limpa, bonita e gelada.

DSC_0422 Pimenta Malagueta

Outro cheiro é a horta atrás da casa. Bem de baixo da janela da cozinha. Meus avós fizeram a horta perto da casa pra facilitar a ida deles para colher os temperos, legumes… Na fotografia acima, vejam o pé de pimenta. Essa é das bravas – como diz meu avô. Malagueta! Confesso que o tempero que elas produzem na comida é extremamente bom. Pimenta é tudo de bom, claro em doses moderadas. hehe Uma terra tão viva, e ao mesmo tempo, tão vermelha. Sinal de produção, produtividade e vida.

DSC_0209 Flores roxas

Nos dias de sol, outro momento que sinto feliz. Posso me aventurar pelas trilhas feitas pelas vacas. Vou descobrindo belezas que o próprio lugar produz. Uma flor que nunca vi em uma floricultura, uma erva com um novo cheiro e até um novo bichinho. Falando em bichinho…

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Esse é o Fumaça. Sim, o nome é por causa de sua cor. Foi meu avô que deu o nome. Quando meus avós e meu pai compraram a chácara – há oito anos – ele veio junto no pacote. Os antigos donos abandonaram ele e o Mimi – outro gato que no dia que fotografei Fumaça não estava por perto – . Meus avós adotaram os dois. Tranquilos vivem lá e já fizeram amizade com a gente. ❤

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Edith (nome que meu avô deu) olha para o pasto hehe. Essa semana ela está presa, pois está dando de mama para a terneira. Gosto de ficar observando eles. Tão natural, tão vivo e tem tanto amor ali. E só para conhecimento meus avós gostam de por nome de gente nas vacas hehe 😀

Esse é o meu mundo. Muitos não gostam outros gostam. Não importa, é ali que me sinto em paz e bem. E sinceramente, não tem nada melhor que isso.

Uma musica que gosto de ouvir lá:

spotify:track:5sIBOrRLBI6ypREdEPj2wQ

 

 

Um dia após o outro

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A cada hora que passa é  um dia que foi. Sempre quando parava para olhar o relógio analógico eu me assustava. Ver o ponteiro dos segundos passando fez nascer em mim um medo de não viver o que temos que viver.

Mas aprendi nesses mesmo segundos que passam que ter paciência, talvez, seja o melhor o remédio. E passei a aproveitar os segundos. Por mais breve e simples que seja o meu dia eu tiro um proveito.

Outro dia mesmo comecei a planejar um jardim – tanto para minha casa como para a chácara – . Acima temos uma fotografia que fiz do pé de nectarina que floresce em dezembro – época da fruta, já perceberam? É típica do Natal – eu plantei ela. Não cuido dela, pois não moro na chácara, mas sempre que vou lá passo alguns minutos observando e regando – e agora fotografando – .

Comecei o jardim para me ajudar a trabalhar o tempo e o meu amor por flores. Saber cuidar dele vai me demandar  tempo e paciência – já que sou ansiosa – . Cuidar e aprender como funciona cada época de cada tipo de flor será um trabalho bom. E em tudo isso vai entrar a fotografia, pois quero poder registrar cada momento em meio as flores.

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Pensando bem, eu acredito já ter começado a trabalhar com o tempo. Por quê? Oras, fotografia é guardar um tempo para si. Por exemplo, guardei pra mim um momento da nectarina florescida. Toda vez que olhar essa foto vou lembrar desse dia – me lembo agora até do cheiro doce que a árvore exala – . Tempo bom! ❤

 

Garimpando estilo fazenda

Fazenda pra mim é sinônimo de conforto. Mas não é bem assim no dia a dia. Vejo com o trabalho que meus avós dedicam a chácara que temos. Fazenda é lugarzinho de trabalho e cuidado constantes. É tranquila, não tem os barulhos da cidade grande, mas o trabalho é pesado. Desde o plantio até a colheita, o cuidado é necessário, pois os perigos estão por todos os lados, desde as pragas da lavoura até as fortes chuvas.

Mesmo pedindo bastante de nossa parte eu amo fazenda, amo estar perto da natureza e dos bichos. Poder sair e fotografar a rotina e o convívio é uma alegria. Cada clique que faço eternizo em mim esse sentimento. Tudo o que é campo me deixa assim meio encantada. Nem a moda escapa. Juro, se pudesse me vestiria assim pra sempre, todavia como moro e trabalho na cidade não posso ter esse privilégio.

Porém, morar no campo já está na minha lista de desejos. Sim, gosto de fazer listas de coisas importantes. É uma forma de marcar, mais uma vez, eternizar um momento de minha vida. Gosto de recordações, pois acredite, são elas que nos ajudam a recordar quem somos.

Abaixo, separei alguns looks que com toda certeza eu usaria. 🙂

Campaign: Ralph Lauren  Season: Spring 1984  Photographer: Bruce Weber  Model(s): Clotilde:

De todas as fotografias essa é a que mais me traduz – estilosamente falando – hehe <33

Ace & Jig Haystack Carter Top:

70s Road Trip Editorials - The Cosmopolitan Australia 'I'll Take You There' Photoshoot is Retro (GALLERY):

Gypsy Lolita: Road To High Desert:

visual optimism; fashion editorials, shows, campaigns & more!: country strong: gertrud hegelund by stefania paparelli for elle australia april 2014:

TheyAllHateUs | Page 8:

Ralph Lauren:

Ulia True by Ross Laurence for Fashion Gone Rogue #fashion #editorial  - beautiful editorial!:

Imagens: Pinterest

Moda para um Natal

Amo amo de paixão essa época do ano. Por quê? Oras, é nascimento de Jesus. E também porque é a época mais linda que nos unimos com nossos familiares para comemorar algo lindo.

Boa comida e boa música embalam nossas festas. Algo que fico triste é que no Brasil – hemisfério sul – não é frio. O Natal que temos em nossa mente é a neve, o boneco de neve, a lareira e afins. Até a moda natalina me encanta, mas enquanto não posso ir para Londres viver o clima natalino lá, eu me inspiro com esses looks lindos. Penso pelo lado positivo, são inspirações para o inverno 2016, não é?! hehe 🙂

No Pinterest da marca J.Crew tem um look mais lindo que o outro, além de belas fotografias. Separei algumas para guardar no meu caderno de anotações online.

J.Crew women’s Campbell blazer in blue herringbone, boyfriend shirt in ridge plaid, classic turtleneck sweater, Black Watch tuxedo pant, marled knit pom-pom beanie and Collection Sloan snakeskin d’Orsay flats with mini bow.:

Looks com cores e muito amor, fotografias lindas e viram o cenário? É no campo – quer mais amor que isso? – ❤

J.Crew women’s Fair Isle crewneck sweater, Rhodes blazer in puppytooth, indigo gauze popover shirt, Collection suede patio pant and Collection pinstripe cashmere scarf.:

J.Crew December '15 Style Guide.:

J.Crew women’s double-cloth lady day coat with Thinsulate®, brushed crewneck sweater in plaid, patio pant and plaid pom-pom scarf.:

 

J.Crew women’s turtleneck sweater with rib trim, Martie pant, Thomas Mason® for J.Crew collarless tuxedo shirt in stripe and Regent blazer in red houndstooth plaid.:

J.Crew women’s duffle coat, Collection Italian cashmere cable sweater in stripe and Collection rose-gold tweed mini skirt.:

J.Crew women’s excursion vest in Fair Isle, Cambridge cable turtleneck sweater, Martie pant in sequin herringbone, wide-brimmed felt hat with leather band, Sperry® for J.Crew Shearwater flannel boots and denim jacket in Tyler wash.:

Uma manhã dentro de um final de semana

Simplicidade com amor. #love #pic #fotografia #farm #nature

Hoje o dia amanheceu como quem não quer nada hehehe. Não sabia se fazia sol ou se chovia, no final das contas não fez sol forte e, muito menos, choveu. O dia ficou nublado com entradas rápidas de sol, mas bem fraquinho. Fiz minha caminhada normalmente pela manhã quando durmo na chácara – é revigorante ver a natureza nas primeiras horas da manhã.

A Faísca já estava pastando, Spirit (meu outro cavalo) estava mais pra lá de nós. Ele, diferente de Faísca, é mais quietão. Faísca não! Adora um carinho e uma conversa. Meu irmão também já estava de pé e viu a cena e registrou – para a minha alegria [<3].

Não sei explicar a sensação boa que tenho perto dos cavalos. Queria poder dedicar mais tempo a eles. Mas a vida na cidade, a faculdade e o trabalho nos cobram. Mas confesso, que quando tenho um dia livre é pra lá que penso em ir. É uma magia sem igual. Talvez se eu parar e pensar mais profundamente consiga arrancar algumas palavras. Às vezes sinto essa necessidade, por hora não. O importante é que está no coração!

Um lindo dia!

O começo de um amor

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A primeira fotografia que escolho para ilustrar e guardar na web é essa em que estou na chácara junto com meus cavalos. Pois não tem fotografia melhor para descrever meu final de semana e eu. Um singelo amor que começou de repente, sem pretensão de acontecer. Simplesmente sai um final de semana com os amigos de meu pai, e um passeio de a cavalo estava programado. Eu não sabia. Meu pai sim! Nunca tinha visto de perto um bicho desses. Recebi o convite de montar, na hora me veio o receio. Um animal tão grande, e se caio? Não, não!

Contudo, durante o dia vendo eles andando e correndo pra cima e pra baixo me veio uma coragem. Como se todo medo e desconhecimento sumisse de meu peito. E no dia, para ajudar, estava de vestido. Me lembro muito bem, era um vestido jeans com a saia rodada de algodão na cor rosa. Como tinha apenas 11 anos de idade eles me colocaram no menor cavalo, o Torrão – hehe uma gracinha – pena não ter registrado esse momento com fotografia – outro amor meu – .

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Foi lá com meus 11 anos que me apaixonei pelo cavalo e pelo campo. E é isso que quero pra mim hoje. Não que a cidade não me agrade, pelo contrário, adoro a cidade, mas amor mesmo é pelo campo, pelo rural e pela natureza. Gosto de simplicidade – não pensem a simplicidade como a falta de subsídios para viver, mas sim aquela que significa dar risada das coisas ordinárias do dia a dia. Entenda o ordinária como aquilo que acontece todos os dias em sua vida. Por que sempre nos alegramos com o extraordinário? Se a vida nos momentos pequenos e rotineiros também é bonita.

Eu escolho viver assim. Na minha chácara (onde posso cuidar dela e fazer o meu conto dos sonhos), dos meus cavalos e das minhas fotografias.

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Diário Fotográfico | Na chácara

“Passava os dias ali, quieto.
No meio das coisas miúdas.
E me encantei”
– Manoel de Barros.

Oi todo mundo,

Esse final de semana fui descansar na chácara de meu avô, o que me rendeu ótimas fotografias. Descansei pouco, pois me coloquei a percorrer os lugares verdes e cheio de som, de um lado escuto papagaios voando, do outro canarinhos me espiam do alto. Hehe tentei fotografa-los, porém como não tenho um lente de alto alcance, ou seja, uma 200 mm me contentei em apenas olhar distante.

Espero que gostem… bom olhar!!

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Fotos: Minhas.

Beijim!

Look at Me: Fotos do meu carnaval

Como disse para vocês meu carnaval foi no campo, yupi!!!

Foi muito divertido e fiz muitas fotos, mas escolhi essas aqui logo abaixo para o Look at Me.

Fiz trilha, cavalgada, colhi frutas do pés, pesquei lá no açude que temos, ordenei as vacas (tirei leite), muitas coisas bem campo mesmo e foi muito divertido. Não vou falar que não vi o carnaval, em uma noite assisti um dos desfiles. Mas voltando ao campo hoje domingão aproveitei para fazer mais fotinhos.

Bem, neste look estou com esse vestido de poá que já apareceu por aqui, no post História do Poá, entretanto eu não dei tantos detalhes dele. Ah… outra coisa eu o amo <3, ele é leve e bem fresquinho, fora que dá para fazer vários looks com ele. No inverno mesmo quero usá-lo com meias e suéteres, fico muito fofo <3!

Vamos ver algumas fotinhas minha gente? 

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Não sei se dá para ver, mas no fundo da foto tem duas ovelhinhas… <3.

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Essa é uma espécie de orquídea que dá no mato, essa não está no mato, pois minha avó plantou perto da casa dela algumas mudinhas. 😉

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No fundo antiga das galinhas, atualmente elas tem um espaço maiOr… hehe.

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Amo essa renda e essa transparência! E ele é cheio de babadinhos!!! 

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O efeito do sol nas fotos é fantástico, oh… natureza como tu é bela! *-*

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O vermelho de minha sapatilha se confundem com o vermelho do barro.

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Um roxo tão vivo que me encanta. Ai esqueci o nome dela, mas uma curiosidade, todos os dias as flores caem, no dia seguinte novas surgem. É lindo né?

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Esse é um dos pés de frutas lá do nosso pomar… hum ❤

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Mais alguns dias e elas estarão no ponto. Hum… ❤

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Um coque para uma tarde de carnaval de  32°, mas até que estava suportável, pois a chácara fica no alto. #Vento!

 

Bom, pessoal é isso… esse é um resuminho junto com o look at Me de meu feriado, e também, deste domingo. Já que as fotos das frutas eu tirei hoje.

Beijim e boa semana!!!

Quer falar comigo?

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Tem o tumblr também – camporeja.tumblr.com

*-*

Poesia no campo

Não sei nem quando nem como nasceu meu amor pelo campo, acredito que sempre ele existiu. porém, nunca havia florescido em mim. Não moro em fazenda, chácara, rancho, sítio, por fim. gostaria. Os animais ao longe, o verde, as flores e frutos que ali nascem. Desde o dia da compra de nossa chácara, aonde meus avós moram, meu olhar mudou, não que antes era ruim. Todavia, agora ele tem como se fosse brilhos. Claro que queremos sempre o melhor e com o nosso jeito, então assim que puder quero poder ter um pedacinho de terra, e será ali que vou viver. Mas enquanto isso não chega desfruto da chácara de meus avós onde meu pai guarda seu cavalos. Ah… e meu amor é tanto que até meu blog sofreu com isso, Camporeja nada mais é que campo com cereja, minha fruta adorada. ❤

 

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   Os Semeadores

Vós os que hoje colheis, por esses campos largos, 
          O doce fruto e a flor, 
Acaso esquecereis os ásperos e amargos 
          Tempos do semeador? 

Rude era o chão; agreste e longo aquele dia; 
          Contudo, esses heróis 
Souberam resistir na afanosa porfia 
          Aos temporais e aos sóis. 

Poucos; mas a vontade os poucos multiplica, 
          E a fé, e as orações 
Fizeram transformar a terra pobre em rica 
          E os centos em milhões. 

Nem somente o labor, mas o perigo, a fome, 
          O frio, a descalcês, 
O morrer cada dia uma morte sem nome, 
          O morrê-la, talvez, 

Entre bárbaras mãos, como se fora crime, 
          Como se fora réu 
Quem lhe ensinara aquela ação pura e sublime 
          De as levantar ao céu! 

Ó Paulos do sertão! Que dia e que batalha! 
          Venceste-a; e podeis 
Entre as dobras dormir da secular mortalha; 
          Vivereis, vivereis!

Machado de Assis.

 

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