Quantas vezes já mentimos?

Pergunta difícil, não?

Mentir é pecado e ponto. Levo isso comigo. Aprendi desde pequena com minha mãe que isso é algo feio e prejudicial tanto para mim como para você que me lê. Mentir é diferente de omitir. Algumas vezes, por exemplo, não queremos dizer para a nossa avó que não vamos poder passar em sua casa tomar um chá, porém a velha resposta: depois passo, sim! É latente. Vai dizer que nunca disse isso? Quem sabe você tenha dito a um amigo, filho, namorado, por fim, dizemos.

Eu considero isso uma omissão, e não uma mentira, pois não queremos nem dizer não nem sim. Sabemos que temos outras funções para cumprir, mas dizer um não  para quem gostamos, às vezes, torna-se difícil. Eu pelo menos acho.

Pronto, mostrei a diferença brevemente entre mentir e omitir. Contudo, e quando somos influenciados a mentir  por alguns? Por erros deles próprios. Já aconteceu com você? Comigo algumas vezes. Como disse, fui criada para não mentir. Então quando me perguntam algo normalmente falo minha opinião verdadeiramente. Tem momentos que até franca demais me torno. O que, já notei, causa incomodo em alguns. Ora, perguntou aguente! Uma vez na minha sala da faculdade meus colegas não fizeram o trabalho no prazo que a professora solicitou, então alguns, tiveram a ideia de mentir que a professora tinha dito aquela data. Ou seja, vamos falar que não era para hoje. E de todos aqueles vinte e tantos alunos eu fui a única a fazer o tal trabalho. Passei alguns dias fazendo, lendo e revisando. Gastei com a impressão e tal. Quando ouvi me revoltei. Levantei e disse: Mas eu fiz! O que quis dizer com isso? Que eu falaria a verdade. Com isso, brotaram em minha mesa todos os meus colegas pedindo para eu não entregar o trabalho. Me disseram: Mente que não fez! Minta, minta, seja parça.

Estavam me induzindo a mentir. Vi que alguns não tinham feito por simples preguiça e descaso. Pois com o tempo de faculdade você acaba conhecendo um pouco dos colegas. Já outros estavam cansados e deixaram de lado o trabalho. Porém, eu pensei em mim. No que aprendi sobre não mentir com minha mãe e minha religião, e também, com o meu empenho de fazer o trabalho no prazo. Também estudo igual eles e trabalho. No momento posso estar sem estágio, mas ajudo em casa. E mesmo assim, fiz o trabalho.

Final da história? entreguei o trabalho no dia certo. A única. Me olharam de torto alguns, mas minha mente estava em paz. E aí de quem falasse um a, pois iria ouvir.

Sem mentiras, por favor.

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Quando me sinto feliz

DSC_0199 Capim e sua beleza

Criada perto dos animais e da natureza um dos momentos mais felizes é quando meu pai diz:

Vamos na chácara hoje?

A reposta é claro que sim, né. Quando estou perto da natureza posso dizer com toda certeza que me sinto mais perto de Deus. A natureza em seu estado puro é Deus. É como ele fez, não tem modificações do ser humano. Lá na chácara meu avô tenta manter tudo da mesma maneira. Tem uma parte especial onde ele cuida e preserva. É ali que nasce a sanga, água que brota das pedras – um reservatório natural.

Lembro que no começo o cheiro dos animais era forte, mas hoje eu nem sinto. Você se acostuma com o natural. O cheiro das árvores nativas exala pelo vento, e quando chove? ah quando chove. A chuva já resguarda todo um encanto, mas no campo parece mais limpa, bonita e gelada.

DSC_0422 Pimenta Malagueta

Outro cheiro é a horta atrás da casa. Bem de baixo da janela da cozinha. Meus avós fizeram a horta perto da casa pra facilitar a ida deles para colher os temperos, legumes… Na fotografia acima, vejam o pé de pimenta. Essa é das bravas – como diz meu avô. Malagueta! Confesso que o tempero que elas produzem na comida é extremamente bom. Pimenta é tudo de bom, claro em doses moderadas. hehe Uma terra tão viva, e ao mesmo tempo, tão vermelha. Sinal de produção, produtividade e vida.

DSC_0209 Flores roxas

Nos dias de sol, outro momento que sinto feliz. Posso me aventurar pelas trilhas feitas pelas vacas. Vou descobrindo belezas que o próprio lugar produz. Uma flor que nunca vi em uma floricultura, uma erva com um novo cheiro e até um novo bichinho. Falando em bichinho…

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Esse é o Fumaça. Sim, o nome é por causa de sua cor. Foi meu avô que deu o nome. Quando meus avós e meu pai compraram a chácara – há oito anos – ele veio junto no pacote. Os antigos donos abandonaram ele e o Mimi – outro gato que no dia que fotografei Fumaça não estava por perto – . Meus avós adotaram os dois. Tranquilos vivem lá e já fizeram amizade com a gente. ❤

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Edith (nome que meu avô deu) olha para o pasto hehe. Essa semana ela está presa, pois está dando de mama para a terneira. Gosto de ficar observando eles. Tão natural, tão vivo e tem tanto amor ali. E só para conhecimento meus avós gostam de por nome de gente nas vacas hehe 😀

Esse é o meu mundo. Muitos não gostam outros gostam. Não importa, é ali que me sinto em paz e bem. E sinceramente, não tem nada melhor que isso.

Uma musica que gosto de ouvir lá:

spotify:track:5sIBOrRLBI6ypREdEPj2wQ

 

 

O começo de um amor

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A primeira fotografia que escolho para ilustrar e guardar na web é essa em que estou na chácara junto com meus cavalos. Pois não tem fotografia melhor para descrever meu final de semana e eu. Um singelo amor que começou de repente, sem pretensão de acontecer. Simplesmente sai um final de semana com os amigos de meu pai, e um passeio de a cavalo estava programado. Eu não sabia. Meu pai sim! Nunca tinha visto de perto um bicho desses. Recebi o convite de montar, na hora me veio o receio. Um animal tão grande, e se caio? Não, não!

Contudo, durante o dia vendo eles andando e correndo pra cima e pra baixo me veio uma coragem. Como se todo medo e desconhecimento sumisse de meu peito. E no dia, para ajudar, estava de vestido. Me lembro muito bem, era um vestido jeans com a saia rodada de algodão na cor rosa. Como tinha apenas 11 anos de idade eles me colocaram no menor cavalo, o Torrão – hehe uma gracinha – pena não ter registrado esse momento com fotografia – outro amor meu – .

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Foi lá com meus 11 anos que me apaixonei pelo cavalo e pelo campo. E é isso que quero pra mim hoje. Não que a cidade não me agrade, pelo contrário, adoro a cidade, mas amor mesmo é pelo campo, pelo rural e pela natureza. Gosto de simplicidade – não pensem a simplicidade como a falta de subsídios para viver, mas sim aquela que significa dar risada das coisas ordinárias do dia a dia. Entenda o ordinária como aquilo que acontece todos os dias em sua vida. Por que sempre nos alegramos com o extraordinário? Se a vida nos momentos pequenos e rotineiros também é bonita.

Eu escolho viver assim. Na minha chácara (onde posso cuidar dela e fazer o meu conto dos sonhos), dos meus cavalos e das minhas fotografias.

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“A flor que muito pensa” 🌻

"A flor que muito pensa" 🌻 #flower #photograph #pictures #happy #nature #farm #camporeja

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Hoje é sexta-feira e tem chuva lá fora. E como já deixei anotado aqui várias vezes a chuva pra mim é motivo de alegria, e produtividade. Porque não tem momento melhor para sentar com uma xícara de café e um computador para escrever e escrever. Editar algumas fotografias que eu esqueci em alguma pasta no meu desktop.

Algumas eu ainda vou postar e registrar no meu Insta. Outras só vão ficar na pasta mesmo.

Simplificando 🌳 #life #photograph #tree #pictures #photooftheday #sky #God #nature

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Sou do campo 🌿 #farm #pictures #green #photooftheday #love #camporeja

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A flor que vem me lembrar
A flor que é quase igual
A flor que muito pensa
A flor que fecha ao sol

Notas de música e de amor pela fotografia.

Crônicas de um jornalista

A crônica é um dos gêneros literários que mais me encanta. Talvez pela forma que podemos abordar nossos contextos, sonhos, medos e afins. Sim, na crônica podemos escrever tudo o que sentimos e esperamos da vida, mas estando no presente. É como se você, menina ou menino também (né) ainda mante-se aquele velho diário, onde todos os dias escrevia o que via e até o que não enxergava.

Tem muitos escritores que gosto e que sabem usar a crônica. Mas ultimamente tenho lido e ouvido as crônicas de Xico Sá, ou melhor, Francisco Reginaldo de Sá Menezes. Jornalista e escritor que sabe brincar com as palavras de uma forma divertida e sábia. Escreveu para vários veículos importantes e influentes no Brasil. Nascido em 1962 no Ceará, Xico já atuou como repórter investigativo, mas foi no meio de contos e crônicas que podemos ver a verdadeira arte do autor.

Jornalista que é jornalista conta história, é a nossa função básica. E Xico sabe disso! Tem uma entrevista com ele na qual ele fala que quando criança não tinha livros, apenas os didáticos, mas mesmo assim, ele conhecia ótimas histórias. Não pelas palavras, mas pela oralidade. E sabem qual era a fonte? Os livros? Não!!!

– As pessoas! Principalmente o seu avô.

Eu tinha um avô muito contador de histórias.

Outra fala de Xico é que “ninguém vive sem contar ou ouvir histórias”. E é verdade, pensa como a vida seria sem graça e sem detalhes. A história te proporciona muitas coisas: viver, ficção (se não pode viver tal situação, pode imaginar), inventando possibilidades, conhecendo mundos habitáveis e inabitáveis.

Por isso, com o propósito de aumentar o nosso número de histórias compartilhoaqui algumas crônicas em vídeo que Xico produz para o canal GNT. Valem o clique!! 🙂

Texto pra sexta, por favor!

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Isso que eu peço para essa sexta-feira temperamental. Chove desde semana passada e é tanta água que julho já não aguenta mais. Os números de pessoas atingidas pela chuva, principalmente no Paraná é grande. Eu gosto de chuva, mas essa constância (regularidade) está me preocupando. Bom, alguns não gostam de tempo fechado, cinza e com chuva fina, porém como não sou todo mundo tenho que deixar claro aqui que sim, eu amo esse tempinho.

Há quem diga que não consegue trabalhar, não tem inspiração porque o dia não ajuda. Todavia no meu caso seja com sol ou chuva eu consigo trabalhar, mas tenho que confessar que quando as nuvens surgem, os relâmpagos e depois a chuva eu me sinto muito mais disposta. Se tem uma explicação? Não, é meu gosto!

Uma vez me disseram que não era normal por gostar de chuva, frio, leitura e campo. Meu Deus, se tem uma coisa que me irrita é isso. Gosto é gosto, cada um tem o seu e saber respeitar é top, viu?! Não sou nem normal e muito menos anormal por curtir dias assim, mas sou apenas uma garota que tem um preferência, como tu que lê essa minha crônica de sexta-feira. Todos temos uma preferência, sempre vamos escolher algumas coisa ou alguém, é certo isso! Um exemplo, se te colocarem 10 tipos de doces, por mais que goste de todos, vai acabar escolhendo um.

Não estou me explicando e muito menos dando satisfação do meu gosto, porém acredito ser pertinente escrever sobre isso. Mais ainda porque, agora tem na minha janela aqui o barulho da chuva com um vento gelado de um inverno chuvoso. Além disso, é uma forma de conversar sobre esse tema, o de nossos gostos. Tem tanta gente por aí que tem que disfarçar um gosto ou se esconder para ver o que realmente gosta, e isso, é muito triste. A alma pede, o corpo pede e a vida trata de nos cobrar depois. Então não perca seu tempo se escondendo, mostre o que você gosta, e se acharem estranho ou te chamarem de anormal peça apenas uma coisa – me respeitem! É uma das palavras que mais digo na minha vida. Pois não sou de arrumar briga, e muito menos, com pessoas com cabeças pequenas e algumas vezes ocas também. Ah… mais uma coisa, se depois de solicitar respeito ele não vier corte relações. Eu faço isso! Cansei de ficar de blá blá blá, falou o que eu não gostei ou não me tratou com respeito eu dou tchau e adeus – tudo junto.

Eu escolhi viver ao lado de quem me respeita e aceita os meus gostos.

Imagem do post: internet

Crônica: Palpitando

 

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Não sei como surgiu e muito menos como comecei a pensar nisso. Só que nas últimas semanas meu coração tem batido de forma diferente. Às vezes me pergunto o que é, porém não tenho uma resposta, ainda não! 

Em qualquer lugar que estou ou vou, e também, qualquer atividade normal e rotineira do dia esse fato continua em minha mente. Bem, eu sei o que é. Todavia ainda não quero falar dele, nem no papel e nem na fala. Sabe uma raiz que aos poucos cresce e você não pode conter? Então é bem assim! 

Um encantamento que ainda não pode ser medido, por mais que existam mil ferramentas de medição. O espaço preenchido está inacabado. É uma obra feita um pouquinho todos os dias. Conhecendo e vendo ele cresce, por enquanto positivamente! E que continue assim se DEUS quiser.

 

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O verão

Ultimamente estou falando demais do verão,pois bem, eu não o amo tanto assim, porém aprendi a respeitá-lo e amalá-lo de certa forma, mas que fique bem claro que não o amo com um super <3. Todavia aprendi a ver nele uma nova forma de ver os dias, com ele a vida é mais laranjada, amarelada, e também, porque tem as andorinhas no céu. Eu particularmente as amo! 🙂

Sou super a favor do frio e da chuva, mas esses dias em meus momentos de reflexão percebi que se não fosse este período de total forno em minha cidade eu não poderia amar o outono e o inverno. Ou seja, eu só os amo porque existe o verão que os separa de mim.

Imaginem se vivêssemos somente de inverno???

O que é legal no inverno para mim se tornaria chato com o passar do tempo. Então, sem nada de terias ou publicações científicas. Mas com um bom livro e uma cadeira de balanço no final da tarde percebi a importância da estação que os brasileiros amam. Hey… Eu também sou brasileira e com orgulho, então eu também GOSTO do verão. 

P.S. Vocês virão que eu coloquei GOSTO. Contudo o meu sempre será do inverno.

 

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Um poema feito por mim quando eu ainda estava na escola. 😀

 

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Pós férias

“Despertador toca como se nunca havia tocado,é eu sei é hora de levantar. É claro que dá aquela vontade de ficar só mais cinco minutinhos, porém, a vida é agora e ela tem pressa. “O tempo urge”, ultimamente estou ouvindo bastante esta frase. Não pensando duas vezes me coloco de pé, vou ao banheiro escovo os dentes e tomo um bom banho para espantar a preguiça, que para mim às vezes ela parece aquele barro molhado que seca na sola dos sapatos em dia de chuva forte. 

Bem, tomado o devido café da manhã não espero muito e já me coloco para fora de casa. Tenho que pegar o ônibus, a minha casa do ponto deve ser uns 500 metros, e onde eu moro eles não tardam em chegar. Ali vou eu caminhando normalmente e rapidamente, um costume chatinho que tenho, a pressa, a ansiedade em chegar, Mas enquanto isso, o bendito ônibus passa. Contudo, ainda vem o pior, na hora  vem dois, ou seja, o que estava programado para às 10h00 venho mais cedo. Oh…! Mas tudo ok, tentei mas não corri o suficiente, e também, não queria me arriscar, é que para ir até o ponto tenho que atravessar uma avenida com bastante fluxo. Pensei:

— Deixe ir! 😦

Fiquei esperando, né! Era a única e aos poucos novos passageiros chegavam, alguns com feições amigáveis, já outros que me deram um pouco de medo. Entretanto algo me chamou atenção, e olha que não foi só a minha, mas de uma senhora que estava do meu lado. Muito simpática por sinal. Nem sei seu nome, porém gostei dela, olhamos uma para a outra e sorrimos e sabem do quê? De um cachorro de rua muito fofo, ele e seu amiguinho estavam lá do outro lado, aonde tem bastante comércio, do nosso lado tem o ponto e uma obra, nesta obra o mato cresce ao redor. Então o cachorro olhou para nosso lado e veio. Carros freavam, buzinas soavam e lá veio ele todo bonitão cruzando a avenida. E sabem para o quê?

Fazer um xixi, marcar território, assim que terminou atravessou novamente a avenida perigosa e foi embora com o seu amiguinho. A senhora me olhou e disse:

Mas olha só que folgado. (risos)”

Patrícia.

 

 

Crônica: A rotina

Amanhece, fica tarde e anoitece… Movimento comum, é a vida que acontece em todos os lugares. Uns trocam ou invertem. Vivem a noite no lugar da manhã. Tem gente que levanta às 10h outros bem mais cedo. O sol vem logo cedinho, quando ele aponta em minha janela eu já estou de pé. No fogão a chaleira esquenta a água para molhar o pó de café, a mesa já está posta, o brilho de seus raios atravessa a cortina de renda com bordados de pássaros. De um lado para o outro vou, me arrumo, coloco um pouco de água no bule com o pó, coloco os pães na torradeira, pego o jornal no jardim, o plástico que o envolve está molhado, por conta da leve chuva que cai, mas mesmo assim,o sol, forte teima em ficar. No final ele ganha. De minha janela vejo alguns rostos amigos passando pela rua, uns vão para a esquerda, já outros vão para a direita. É o ciclo da vida!

Tem gente que gosta, eu gosto. Fazer da vida um extraordinário é questão de vontade e precisão. Precisão? Sim precisão. Devemos ser exatos, saber claramente o que realmente queremos e necessitamos, assim a vida passa rápido, mas com leveza. Isso que reparei nos olhares de tantos que cruzei logo que sai de casa depois do café. Tomei um ônibus, não gasto com gasolina ou qualquer outro combustível, pelo menos o de minha cidade dá para andar. Ele é bom! Desci na frente do jornal aonde trabalho já tem quase 10 anos e sempre chegar todas as manhãs lá pelas 07h00 é como se fosse a primeira vez. Eu quis isso para mim, não quero me acostumar ou cair em uma rotina que irá me envelhecer aos poucos. Sim! Aquela que nos mata aos poucos. Todos os dias vejo a beleza naquele lugar, entro e dou os bom-dias, entro na redação e me sento, a minha cadeira é a única estilizada, acredito que já estou a tanto tempo lá que posso fazer isso. Ligo o computador, abro as redes sociais (sim! Elas são fontes de notícias), vejo os e-mails, tanto os meus quanto os que mandam para o meu dentro do site do jornal. Ufaa… Virtualidades vistas! Vejo os recados que a secretária trás. Pego meu caderno de anotações (muito feminino, por sinal), a caneta rosa, meu óculos de sol e chaves do carro do jornal, além claro, do meu lindo e rosa gravador e uma boa câmera fotográfica. Entrevistas agendadas para matérias culturais, é sobre isso que escrevo. Cultura, entretenimento, tudo que é bom e que ensina. Notícias ruim não escolho, vejo-as isso é fato! Faz parte de minha profissão, e também, da vida. 

Na estrada sempre optou pelo melhor caminho, que praticamente para mim são todos. Eu os faço melhor. Simplesmente porque arrumo as lentes de meu olhar, eu as coloco na opção… Ver a vida de forma boa. É batata, quando faço isso vivo 100% melhor. Todos os dias consigo? Não! Porém nunca desisto de tentar, tem umas vezes que fica 50%, outras 80%. Todavia nunca zera. Depois de tomar as entrevistas,fotografar e as vezes até tomar um café com bolo de fubá com algum personagem da matéria eu sigo à redação. Chego,um lindo boa tarde, já passa do meio dia, sento e escrevo muito, edito as fotos, mandou para a edição. E na manhã seguinte a matéria estará na mão de muitos e muitas. É uma emoção constante! Um almoço com uma boa comida caseira e um maravilhoso suco de abacaxi com hortelã, repouso minhas pernas na sala de descanso do jornal. Às 15h00 já estou de volta no trabalho, tenho mais uma matéria, e depois, é ir para casa. O dia que começou com sol forte brigando com a chuva sede um pouco e a deixa molhar as ruas, casas e pessoas. No semáforo vejo a vida passando por mim, são tantas. Como eu as respeito. Gotas e mais gotas tocam o vidro do carro, sinal aberto eu sigo. Uma hora depois… Matéria pronta e quase na redação, chego na redação tomo um café, letras, palavras, emoção e dedicação, ficou pronta. Ritual frequente, mas que nunca perde a magia. 

Na frente de meu portão de grade antiga, que eu mesmo pintei vejo algumas de minhas flores saindo para fora. Elas teimam em querer beijar a rua. Senhorinhas do lado conversam, crianças brincam de bicicleta e bola. Gente como eu volta do trabalho, outros da escola. Uns fazem caminhada. Eu serei uma daqui a pouco, logo que chego tomo em divino banho, retiro algumas cargas do dia com um bom banho, levanto as pernas (melhorar a circulação), descanso o corpo, tomo uma vitamina de mamão com banana e maçã, pego minha bike e vou fazer meus 7 km diários. Vento que me toca a cada pedala, sopro de vida que meu coração ganha a cada rua deixada para trás. Volto e um banho para retirar o suor e a poeira da rua. O jantar vem… Telefone toca.

Alô…

Oi, filha que tal jantarmos hoje todos juntos?

Oi mãe! Claro, super aceito! Beijocas e até.

Beijos e cuida a rua.

Meus pais moram perto de minha casa, bicicleta novamente vamos nós. Depois de um jantar nós se preparamos para irmos jogar, no centro de nossa cidade há um bar bem moderninho com vários jogos, desde de sinuca ( que meu ama) até os famosos jogos de carta. Noite divertida regada com sucos e doces. Mas tudo com muita cautela. Saúde em primeiro plano. Saber comer é saber viver mais anos. A lua nos olha bem calmamente e anuncia que já é hora de dormir. Meu namorado me deixa em casa (ele também estava junto). Desfaço a cama, colcha no sofá ao lado, cobertor rosa antigo, desde os tempo de menina. Penso um pouco, me reviro para a esquerda, volto para a direita, fecho meus olhos. Quando vejo já é outro dia…