Sem ética o mundo não anda

Terça-feira, 26 de julho de 2016.

No post de hoje quero falar de uma entrevista que li do Dalai Lama. Confesso que não tinha lido nada sobre ele, e que, depois dessa entrevista vou acompanhar mais as sábias palavras deste homem. A entrevista que li em forma de livro foi concedida para o jornalista alemão Franz Alt, em 2015. E se chama  O Apelo de Dalai Lama ao Mundo: A Ética é mais importante que a Religião.

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Foto da capa do ebook

O livro me chamou a atenção por ter a ver com jornalismo – por causa da entrevista, e confesso que o tema ética e religião chamou minha atenção para baixar ele e lê-lo no Kindle. A entrevista foi transformada em livro, como cita Dalai Lama, para chegar em mais pessoas. O livro com o conteúdo tem 37 páginas, para um livro o número de páginas é pequeno, mas levando em consideração que é uma entrevista transcrita ali, é grande. Uma entrevista com 37 páginas tem muito que falar – convenhamos. Uma verdadeira aula de ética.

No prefácio, o jornalista Franz Alt conta que já encontrou e conversou com Dalai Lama mais de 30 vezes e que já o entrevistou mais de 15 vezes. Ou seja ele conhece muito bem o seu entrevistado.

Uma das partes da entrevista que mais me chamou atenção foi quando Dalai Lama disse isso: “A ética é mais importante que a religião. Quando nascemos não pertencemos a uma religião específica. Mas a ética é inata em nós”. Ou seja, a cultura nossa nos empoe uma religião, seja qual for, agora a ética nasce em nós. Nosso caráter é formado a partir dos valores que carregamos. Um apaixonado pelos valores internos, Dalai Lama salienta na conversa a importância dos valores internos, o que ele considera parte fundamental da ética de nós seres humanos. Ética com plena consciência de nossos atos e como eles podem transformar o mundo em nossa volta.

“Evitar o sofrimento humano”, “todos devemos ser felizes” são alguns dos pontos em destaque no livro. Todavia, como evitar esse sofrimento? Segundo o próprio Dalai Lama é exercer a bondade e a compaixão – dois valores chaves da ética secular, que Dalai diz ser a nova forma de transformar este século em uma época de paz.

Todos somos iguais. Sim, somos. Todos buscamos a mesma coisa no final. A felicidade. Por isso, na entrevista Dalai expõe que devemos nos unir em busca deste bem. Que como habitamos o mesmo planeta, ou seja, a mesma casa devemos nos tratar como irmão e não como nada, ou pior, inimigos. Ele até trata essa busca como uma evolução que nós precisamos urgentemente para salvar nossa raça e nosso planeta.

E a religião que está tão inserida em nossa vida está prejudicando algumas pessoas. Dalai Lama em nenhum momento crítica religiões, pelo contrário, as respeita muito. Mas ele diz que algumas pessoas em nome da religião estão justificando crimes e atrocidades. Que é o que vemos na Síria, Israel, Iraque… enfim, as guerras civis que estamos presenciando neste século. Este horror que está destruindo tantas vidas e que não podemos achar normal ou esquecer depois que lemos o fato. Ele alerta para a importância da consciência para se viver uma boa e saudável religião. Pois os fanatismo religiosos misturados com o nacionalismo exacerbado gera o que estamos vendo nos noticiários – apenas dor, e pior, em muitas crianças.

Me pergunto onde está a bondade, o carinho e a sensibilidade de pessoas assim? Por isso, o cuidado que devemos ter conosco é essencial. E isso Dalai também relata na entrevista. Devemos nos cuidar, principalmente, de nossa mente. Para vivermos bem, e consequentemente, fazermos o bem ao próximo. Porque precisamos um dos outros para sobrevivermos. Eu preciso de você e você de mim. A vida é um circulo. Ela vai e volta. Começarmos agir com compaixão, bondade e respeito pelas pessoas que estão em nosso alcance, claro já é cuidar do planeta, pois eu acredito que sentimentos e atitudes boas vão se espalhando.

Temos que ter como base a vida social humana bem desenvolvida. Enraizar isso em nossa cultura. Mas como começar? Dalai Lama cita a educação, claro a famosa educação. Sem ela não somos nada. Educação é tão vital quanto a água. Temos que ensinar e espalhar, e mais ainda agora, com a internet que “a humanidade é uma só família”.

Ter paciência para perceber que cada um tem uma história e que deve ser respeitada. Ouvir mais, pensar e pensar antes de falar e agir na raiva é uma mudança primordial. E um bem, pode apostar para cada um que exercer isso. Raiva e ódio matam aos poucos. Pra que nutrir venenos desses em nós? Dalai Lama tem um discurso muito bonito em relação aos sentimentos humanos. Ele que diz que não devemos nutrir o lado negativo das diferenças em nós, mas sim, o lado positivo. Pois como fala na entrevista nascemos e vamos morrer da mesma forma. Todos teremos um mesmo final. Então por que tratar com diferença quem é de outro país, outra raça e assim por diante?

Por fim, um mundo sem distinções e uma tarefa para cada um de nós – exercitar a paz interior, o diálogo antes da ofensa, a eliminação do preconceito. Pois, vai me dizer que você não quer ser feliz com quem ama? Eu quero. Então vamos nos respeitar.

Abaixo vou deixar o link para quem quiser baixar o livro. Se caso não tiver Kindle, dá para baixar o aplicativo do Kindle para celular. E ler a vontade, pois o livro é de graça.

Ebook aqui!

Aplicativo aqui!

#paz

 

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Fernando Sabino, um escritor mineiro

Sexta-feira, 08 de abril de 2016.

Hoje, no Camporeja, quero compartilhar com vocês um pouco sobre um dos meus escritores favoritos, Fernando Sabino.

Sabino tem desde livos com romances publicados até contos. O primeiro conto dele que tive oportunidade de ler foi O Homem nu, de 1960. O Homem nu virou um livro onde tem vários contos copilados. Este conto trata da vida de um homem, um drama que ele passa na verdade, devendo uma prestação de uma televisão. E por esse motivo ele tem a ideia dele e de sua esposa mentirem que não tem ninguém em casa. Para assim, quando o cobrador não o encontrá-lo.

Porém, ele não fazia isso por ser um vigarista, mas sim porque no dia não tinha esse dinheiro em mãos, então, achava melhor mentir não estar em casa. Com a ideia de ir tomar banho tirou sua roupa, contudo sua mulher entrou primeiro no banho. E ele teve que esperar. Por isso, foi preparar o café da manhã, colocou a água para esquentar e foi pegar o pão que o padeiro deixa todas as manhãs em sua porta. Todavia, ele não contava com uma corrente de ar que veio e fechou a porta de seu apartamento. E ficou no meio do corredor pelado. Cada passo era um medo diferente. Tentava se esconder, colocar a mão na frente de sua nudez…

No desenrolar da história, que só lendo o conto para entender, o homem nu  é visto por sua vizinha que grita muito ao vê-lo despido. A senhora achou que era o padeiro pelado. Com os gritos da senhora e de tanto ele bater na porta, Maria – sua esposa – abre , finalmente, a porta. Em disparada entra em casa. O homem nu se vestiu e sentou-se para se acalmar. Nem banhou tomou. Tempinho depois, batem na porta e ele levanta ver, pois acredita ser a polícia, mas não é a polícia, e sim o cobrador.

hehe esse conto é uma reflexão. Não adianta fugir dos problemas. Mais ou cedo ou mais tarde vai ter que enfrentar. Eu também interpreto esse conto, na hora que o homem fica nu, como o momento em que ele é ele. Está nu, limpo de qualquer esteriótipo. E também como sua verdade. Ali ele foi posto em uma situação de verdade. É muito interessante esse conto.O bem da verdade é que sou suspeita para falar de Sabino. Admiro muito sua forma de escrita e também seus temas.

Como disse no título, Sabino é de Minas Gerais. Aprendeu sozinho com a sua mãe as letras. Estudou gramática, direito e jornalismo – para minha felicidade. Muito contente por ter ele como colega de profissão hehe. Além do amor pela literatura.

Por hoje é isso, mas ao longo da semana quero falar mais sobre Sabino e compartilhar mais de seus escritos. 🙂 Abaixo deixo o conto na íntegra. Boa leitura.

O Homem nu – 1960

Ao acordar, disse para a mulher:

— Escuta, minha filha: hoje é dia de pagar a prestação da televisão, vem aí o sujeito com a conta, na certa. Mas acontece que ontem eu não trouxe dinheiro da cidade, estou a nenhum.

— Explique isso ao homem — ponderou a mulher.

— Não gosto dessas coisas. Dá um ar de vigarice, gosto de cumprir rigorosamente as minhas obrigações. Escuta: quando ele vier a gente fica quieto aqui dentro, não faz barulho, para ele pensar que não tem ninguém. Deixa ele bater até cansar — amanhã eu pago.

Pouco depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao banheiro para tomar um banho, mas a mulher já se trancara lá dentro. Enquanto esperava, resolveu fazer um café. Pôs a água a ferver e abriu a porta de serviço para apanhar o pão. Como estivesse completamente nu, olhou com cautela para um lado e para outro antes de arriscar-se a dar dois passos até o embrulhinho deixado pelo padeiro sobre o mármore do parapeito. Ainda era muito cedo, não poderia aparecer ninguém. Mal seus dedos, porém, tocavam o pão, a porta atrás de si fechou-se com estrondo, impulsionada pelo vento.

Aterrorizado, precipitou-se até a campainha e, depois de tocá-la, ficou à espera, olhando ansiosamente ao redor. Ouviu lá dentro o ruído da água do chuveiro interromper-se de súbito, mas ninguém veio abrir. Na certa a mulher pensava que já era o sujeito da televisão. Bateu com o nó dos dedos:

— Maria! Abre aí, Maria. Sou eu — chamou, em voz baixa.

Quanto mais batia, mais silêncio fazia lá dentro.

Enquanto isso, ouvia lá embaixo a porta do elevador fechar-se, viu o ponteiro subir lentamente os andares… Desta vez, era o homem da televisão!

Não era. Refugiado no lanço da escada entre os andares, esperou que o elevador passasse, e voltou para a porta de seu apartamento, sempre a segurar nas mãos nervosas o embrulho de pão:

— Maria, por favor! Sou eu!

Desta vez não teve tempo de insistir: ouviu passos na escada, lentos, regulares, vindos lá de baixo… Tomado de pânico, olhou ao redor, fazendo uma pirueta, e assim despido, embrulho na mão, parecia executar um ballet grotesco e mal ensaiado. Os passos na escada se aproximavam, e ele sem onde se esconder. Correu para o elevador, apertou o botão. Foi o tempo de abrir a porta e entrar, e a empregada passava, vagarosa, encetando a subida de mais um lanço de escada. Ele respirou aliviado, enxugando o suor da testa com o embrulho do pão.

Mas eis que a porta interna do elevador se fecha e ele começa a descer.

— Ah, isso é que não! — fez o homem nu, sobressaltado.

E agora? Alguém lá embaixo abriria a porta do elevador e daria com ele ali, em pêlo, podia mesmo ser algum vizinho conhecido… Percebeu, desorientado, que estava sendo levado cada vez para mais longe de seu apartamento, começava a viver um verdadeiro pesadelo de Kafka, instaurava-se naquele momento o mais autêntico e desvairado Regime do Terror!

— Isso é que não — repetiu, furioso.

Agarrou-se à porta do elevador e abriu-a com força entre os andares, obrigando-o a parar. Respirou fundo, fechando os olhos, para ter a momentânea ilusão de que sonhava. Depois experimentou apertar o botão do seu andar. Lá embaixo continuavam a chamar o elevador. Antes de mais nada: “Emergência: parar”. Muito bem. E agora? Iria subir ou descer? Com cautela desligou a parada de emergência, largou a porta, enquanto insistia em fazer o elevador subir. O elevador subiu.

— Maria! Abre esta porta! — gritava, desta vez esmurrando a porta, já sem nenhuma cautela. Ouviu que outra porta se abria atrás de si.

Voltou-se, acuado, apoiando o traseiro no batente e tentando inutilmente cobrir-se com o embrulho de pão. Era a velha do apartamento vizinho:

— Bom dia, minha senhora — disse ele, confuso. — Imagine que eu…

A velha, estarrecida, atirou os braços para cima, soltou um grito:

— Valha-me Deus! O padeiro está nu!

E correu ao telefone para chamar a radiopatrulha:

— Tem um homem pelado aqui na porta!

Outros vizinhos, ouvindo a gritaria, vieram ver o que se passava:

— É um tarado!

— Olha, que horror!

— Não olha não! Já pra dentro, minha filha!

Maria, a esposa do infeliz, abriu finalmente a porta para ver o que era. Ele entrou como um foguete e vestiu-se precipitadamente, sem nem se lembrar do banho. Poucos minutos depois, restabelecida a calma lá fora, bateram na porta.

— Deve ser a polícia — disse ele, ainda ofegante, indo abrir.

Não era: era o cobrador da televisão.

Um estúdio com jornalismo e muito conteúdo bom

Sexta-feira, 25 de março de 2016

Hoje quero falar de jornalismo. Novamente, sim! No post passado falei sobre meu tcc e meu amor por podcast. Citei um trabalho muito bacana que ganhou minha admiração. Agora, quero dedicar um post aqui no Camporeja sobre o Estúdio Fluxo. Uma redação independente em São Paulo. Onde reúne repórteres, cinegrafistas, editores… enfim, uma redação de jornalismo. Você que lê o post e tem familiaridade com jornalismo sabe bem como é. 🙂

O Estúdio Fluxo como eles mesmo dizem em sua “biografia” (hehe). É um lugar para se explorar novas possibilidades para o jornalismo. Com uma linguagem, conteúdo único. Em suas séries de reportagem conseguimos ver a qualidade e o trabalho para entregar algo bom, para nós leitores. Algo que me chamou muita atenção para acompanha-los são os temas das reportagens, artigos, entrevistas, podcasts… Temas jornalísticos a humanos.

Até você que não faz jornalismo tem que acompanhar. Pois o Estúdio Fluxo é produzido para todo cidadão interessado em se informar sobre a vida. A redação do Fluxo é totalmente independente, ou seja, não tem anúncios comerciais – o que é muito positivo na hora da produção dos temas. Porque querendo ou não, sabemos que o setor da pauta de um veículo de comunicação é influenciado pelo setor comercial. Não deveria ser. Regra básica do jornalismo, mas que no dia a dia é ignorada por alguns.

Deixando de lado a questão ética comercial no jornalismo – que dá outro post (em breve) – , o Estúdio Fluxo também trabalha com muitos projetos de comunicação e em várias plataformas. Além de serem adeptos do jornalismo colaborativo – tema para outro post tbm hehe 😀 Ou seja, você jornalista pode escrever e participar do Fluxo.

Um trabalho incrível e que vale, com certeza, a sua visita. Abaixo deixo link para o site. Neste link vocês poderão saber bem mais do Fluxo.

Pessoal do Fluxo, vocês ganharam uma parceira 😉

Fluxo – veja aqui 

Através deste link vocês poderão conhecer o idealizador, o Bruno e a sua equipe. Bom proveito.

 

 

 

 

 

 

 

 

Vamos falar de jornalismo e democracia

Terça-feira, 15 de março de 2016.

Com a crise política que o Brasil vem enfrentando, o jornalismo, também não deixa de estar envolvido. Entenda o envolvido como cobrindo a crise, na hora de passar a informação, por favor. No meio de tudo isso, vemos muitos jornalistas perdendo a sua liberdade e sendo colocados em riscos por conta da espetacularização midiática que estão fazendo. Por equívocos de alguns, jornalistas estão sendo atacados verbalmente, quando não, fisicamente. Até onde vai o nosso papel para defender a democracia?

Nós, jornalistas ou não, temos total direito a democracia, a liberdade de imprensa e expressão. Porém, todo esse show atribuído quando o ex-presidente foi depor não era necessário e foi o que contribui ainda mais em colocar o jornalistas em risco. E o Brasil também, vamos combinar. O que era para ser informação ao público se tornou uma má forma de tentar fazer “notícia”. Ferindo um dos artigos do nosso Código de Ética. Vou apresentar ele aqui:

a divulgação da informação precisa e correta é dever dos meios de comunicação e
deve ser cumprida independentemente da linha política de seus proprietários e/ou
diretores ou da natureza econômica de suas empresas; (…)

Independentemente de quem você vote, o seu papel como jornalista é informar. É difícil ser neutro? Sim, mas dá para ser. Basta querer. Fale realmente o que está acontecendo e pronto. Todavia, o joguinho é perigoso. Medo, ameaças, emprego que pode ser perdido, enfim… Lembre-se amigo jornalista, nós temos uma Federação que garante apoio e ajuda, e também, temos nossos sindicatos. Não sei se vocês viram, mas a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) foi em público, no dia 09 de março, para nos defender e defender nossa pátria. Por meio de uma nota. Que copio na íntegra no final deste post. Leem, por favor.

Não abdique seu direito e nem dos outros. Informe tudo que você viu e ouviu. É nosso dever, como jornalista e cidadão.

Esse post não é a favor de nenhum político envolvido ou não em corrupção, mas sim, é um post para nós jornalistas. Para nós sermos coesos. E outra coisa sinalizada pela Fenaj – que quero colocar aqui – é que a técnica e a ética do jornalista não estão sendo respeitadas. Antes de mais nada, se respeite jornalista e cobre por respeito das pessoas e dos veículos de comunicação.

Nota Oficial Fenaj:

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) vem a público para defender a democracia, as garantias individuais previstas no Estado de Direito e a liberdade de imprensa e de expressão. A FENAJ dirige-se à sociedade, e em especial à categoria dos jornalistas, para condenar a espetacularização midiática, que desinforma em vez de informar, macula o compromisso ético da profissão, que é a busca da verdade, causando graves prejuízos ao exercício da cidadania.

A democracia brasileira foi duramente conquistada no passado recente, com luta e sangue de milhares de brasileiros, entre eles, centenas de jornalistas. Por isso, a FENAJ afirma que o compromisso com a democracia deve nortear as posições e ações das instituições nacionais. Lembra que as liberdades de expressão e de imprensa são fundamentais para sua constituição e aperfeiçoamento, como forma de organização política social, na qual o pluralismo de vozes é uma condição, assim como o respeito às decisões da maioria.

Diante dos acontecimentos do último dia 4 – quando o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva foi vítima de um ato de espetacularização midiática de uma decisão que deveria ter sido judicial, mas não escondeu seu caráter eminentemente político -, a FENAJ novamente afirma que a democracia e os verdadeiros interesses da população brasileira estão ameaçados e que é preciso reagir às tentativas autoritárias de ruptura democrática que, claramente, caracterizam-se como golpe político.

A Federação dos Jornalistas lembra também que grande parte da imprensa brasileira tem abdicado do fazer jornalístico para se comportar como partido de oposição ao governo federal e que, na ânsia de derrotar o partido do governo, tem se colocado a serviço da construção social da aceitação do golpe.

Sem fazer a defesa apriorística do Governo Dilma ou do ex-presidente Lula, a FENAJ reitera que a técnica e a ética jornalísticas não estão sendo observadas e respeitadas na abordagem dos fatos, o que tem ocasionado, inclusive, atos de violência contra jornalistas.

A FENAJ condena toda e qualquer forma de violência contra os profissionais da comunicação, conclama a população brasileira a respeitar a categoria e, ao mesmo tempo, pede às empresas de comunicação a retomada do Jornalismo. Ainda que o profissional jornalista não possa ser confundido com a empresa em que trabalha, inegavelmente, a manipulação da informação tem contribuído para a perda da credibilidade de parte das empresas de comunicação e também para o desrespeito aos profissionais.

Entidade máxima de representação dos jornalistas brasileiros, a FENAJ novamente condena os setores da mídia nacional que conspiram contra a democracia, ao mesmo tempo em que conclama a categoria a resistir e defender a responsabilidade e a ética no Jornalismo. Os jornalistas (voluntariamente ou não) estão no centro da atual crise política, pelo papel que os meios de comunicação assumiram. Por isso, não podem se furtar a exercer o seu ofício, que é o de levar informação veraz à sociedade.

A FENAJ lembra que esta crise foi cuidadosamente planejada e que Poder Judiciário e meios de comunicação têm sido atores centrais para seu aguçamento. Por isso, a Federação dos Jornalistas conclama as entidades e todos cidadãos e cidadãs brasileiros que têm apreço pela democracia e não querem retrocessos políticos e sociais a defender a democracia.

Para essa defesa propomos a valorização da verdadeira informação jornalística e o amplo debate público sobre o papel do Judiciário e dos poderes constituídos, dos meios de comunicação, das instituições e dos movimentos sociais na construção do futuro do país e de seu povo. Desde já, é preciso dar um basta às ações e movimentos autoritários, de quem quer que seja, e afirmar que não aceitaremos golpes.

Diretoria da FENAJ.
Brasília, 9 de março de 2016.

 

 

Fotojornalismo de Agnes Montanari

Segunda-feira, 14 de março de 2016

Gostando de fotografia e estudando jornalismo não tem como não falar de fotojornalismo. Confesso que só fui conhecê-lo quando entrei na faculdade, porque até então, só tinha em mente que qualquer fotografia era fotografia. Não sabia de suas diferenças. Falta de estudo mesmo, e até interesse. É incrível, quando entrei na faculdade, a vontade de saber de “tudo” se aflorou em mim (rs). Feliz por isso 😀

Estudando sobre fotojornalismo (brevemente na facul) tive contato com uma profissional incrível. Que com certeza todo fotojornalista já deve ter ouvido falar, Agnes Montanari. Com fotografias maravilhosas, os fatos retratados ali possuem uma abordagem jornalística instigante.

Pois é isso que diferencia a fotografia “normal” do fotojornalismo. A mensagem dos fatos que a fotografia carrega em si. O que é de interesse público, o que precisa ser noticiado. Similar ao conceito de jornalismo. E isso, a Agnes, sabe fazer muito bem. Como Agnes é francesa não tem muita coisa sobre ela em português, pelo menos eu não encontrei :/ O que acho uma pena. Nem na faculdade minha encontrei :/ No site dela também não tem muitas informações. No about (sobre) tem uma impressão dela sobre a arte de fotografar e seus projetos. Mas nada mais.

Aqui no Brasil, a editora Nemo, publicou o livro O mundo de Aisha – A Revolução Silenciosa das Mulheres no Iêmen, de Ugo Bertotti (um livro que já está em minha lista de leituras<3). E nesse livro, tem as fotografias da Agnes. Pelas resenhas que acompanhei do livro ele parece ser interessantíssimo. Abaixo, separei algumas fotografias de Agnes – retiradas de seu site .

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As oportunidades de cada dia

Maxwell Maltz já dizia:

A vida está cheia de desafios que, se aproveitados de forma criativa, transformam-se em oportunidades.

O psicólogo Maltz, conhecido por ser o criador da psicocibernética – método para melhorar a auto-imagem e auto-confiança das pessoas, tem uma frase muito interessante sobre a oportunidade. Nessa frase dele podemos ver a esperança do autor na vida. Além de notarmos a realidade impressa por ele, no trecho onde ele diz que a vida está cheia de desafios… E de todos os lados! Ás vezes eles são positivos, outrora intimidador.

Contudo, lá no final da frase a mensagem de Maltz é transformar o desafio, seja bom ou ruim, em oportunidades. Mas como? O que te vem na cabeça quando você lê a palavra o-por-tu-ni-da-de?

Se olharmos no dicionário, oportunidade, é você ter a possibilidade de melhorar a sua vida, trazer algo novo e a seu favor. Mas o nicho de formas de possibilidades é grande, temos a oportunidade de trabalho, da vida – que pode ser amorosa, familiar e por aí vai. Enfim, mas como faço para ter a tal da oportunidade?

Confiança em si, meu caro. Se você não confia em si, tanto como profissional ou como pessoa, sinceramente se aposenta da vida.

Produtividade. Sim, não pare! Se você como eu gosta de escrever não pare. Eu pelo menos escrevo um texto diariamente. E sobre temas diversos. Você praticar a escrita ajuda a melhorar a sua forma de se expressar entre outras coisas. E é aí que mora oportunidade, escrevendo mais e publicando mais, oportunidades aparecem, desde emprego na área até mesmo uma oportunidade de crescimento pessoal.

Conhecimento. O palavrinha falada por aí, não é?! E é a partir disso que podemos ver a sua importância. Não adianta negar, quanto mais você souber, mais oportunidade aparece. Procurar se reciclar, fazer um curso à distância – tudo vale, desde algumas horas de português até um de culinária – o importante é não parar.

Partilhe. No ato de partilhar com o outro pode gerar no futuro uma parceria e até uma ajuda dele. Não que você tenha que ajudar pensando em si e no que isso te resultará. Mas pensar nisso também não é tão horrível assim, acredite você apenas está pensando nas oportunidades. Só cuidado para não se tornar uma pessoa falsa e mesquinha, e muito menos confundir o que escrevo aqui. Agir na amizade e de coração aberto traz frutos positivos e é esse fruto que digo para aproveitar.

Seja espirituoso, avaliador e observador. Mas o mais importante, e eu citei acima, tenha confiança em você, tenha conhecimento e vá a luta. Quem se esforça sem tentar derrubar o vizinho terá suas oportunidades. É só uma questão de tempo e de esforço. E outra coisa quem faz as nossas oportunidades somos nós. Ditado antigo, mas precioso.

E pra fechar com chave de ouro uma frase de Gabriel Garcia Márquez – escritor colombiano e jornalista. Reconhecido mundialmente pelo realismo mágico de suas obras.

A vida é uma sucessão contínua de oportunidades.

Ao trabalho!

#OEstilodeumaProfissão

 

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Olááá…

Hoje eu senti uma vontade de escrever sobre a minha profissão. Eu li um texto que só falava o lado negativo do jornalismo, particularmente não concordo. Claro que o jornalismo como qualquer outra profissão tem seus riscos, melhor, viver é estar em perigo. Isso faz parte da nossa vida, porém ter juízo e sabedoria que pode te diferenciar da maioria. O jornalismo tem muitos ramos, o meu eu já escolhi. Nunca gostei das notícias policiais, violentas e por ai vai. Eu me interesso em informar o belo, ensinar algo novo, ou seja, informar com alegria.

Escrevo sobre moda, beleza, comportamento, cultura e cinema e tudo que envolva ARTE. Oh… arte, como tu és bela! ❤

Voltando ao texto… Leio muito por ai que a profissão te tira o tempo e em alguns casos a vida. Sim, é verdade! Porém quem escolhi o caminho que quer trilhar somos nós, não? Sim, somos nós! Bem, então você deve saber até aonde pode ser perigoso. Convenhamos que existe aquele que gosta do perigoso, da adrenalina, todavia, podem ter certeza que isso que eu escrevi eles já refletiram. Sim, corremos perigo. E quem não corre. Esses dias minha irmã me perguntou se eu seria uma jornalista de guerra, eu nem pensei para responder, simplesmente falei:

– Não!

E ela indagou:  Mas por quê?

É simples, eu amo a minha vida, a minha família. Amo minha profissão, porém, creio que pensar em mim em primeiro lugar não é um crime. Eu não sou menos jornalista que ele que escolheu viver em meio a bombas e tiros. Quem escolheu ser jornalista é jornalista! Hum… mas agora bateu uma dúvida, então qualquer um que se formar ou não em jornalismo é jornalista?

Se tirar ou não o diploma a pessoa que escolher a profissão vai ser jornalista, contudo o que vai diferencia-la é qualidade do profissional, ou seja, é o que existe hoje em qualquer profissão, tem o BOM e o RUIM.

Também vejo bastante em textos os autores se referirem na questão do estresse que a profissão traz, outro erro. O mundo é um estresse total! Não tem como em algum momento do dia você não ficar estressado. Mas o que me irrita nesses textos é que eles se esquecem disso e deixam tudo para o jornalismo. É verdade que existam pessoas mais estressadas, porém isso é que questão de personalidade, saúde e organismo de cada um.

O jornalismo obriga nós a fazermos milhares de coisas e blá blá. É até certo ponto sim, entretanto, na correria que estamos atualmente, nesse mundo maluco-tecnológico quem não está com pressa ou carregada de informação? Mais uma vez eu vou falar, por que jornalistas escrevem isso? Às vezes pode até não ser um jornalista, contudo, na maioria das vezes os textos que eu leio abordando o cansativo da profissão é assinado por jornalistas.

Poxa vida! Se acha a sua profissão assim, tão ruim será que já não está na hora de fazer alguma mudança? Sabe, radicalizar? Igual quando mostra no cinema, em filmes muitos estão cansados e tristes e vão morar no campo ou começam a trabalhar em outra coisa. Existem milhares de filmes que mostram isso, e não é só em filmes. Temos aqui no mundo real nosso. 

O jornalismo que eu escolhi praticar, fazer e amar não me cansa, mas sim, me torna melhor como profissional e pessoa. Quem sabe as pessoas estão perdidas no jornalismo, já que existe muitos ramos como: o esportivo, político, cultural e por ai vai. Vamos pensar melhor sobre o que escolhemos. Eu penso! 😉

Por: Camporeja.

 

 

Imagem do Post: Google

Gênero do Texto: Artigo de Opinião

Uma profissão sem fim

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Meu horizonte sem fim

Alma de um profissional

Disse sim!

Foi fenomenal…

Escolhi sem saber

Em um filme

Disse que queria ser

O que?

– Jornalista!

Nem sabia

o que era e para que servia

Mas queria ser

Eu ria

Eu fiz uma lista

Pautada nos principais temas que eu jornalista tinha que saber

Oh… pobre de mim, mal sabia

que essa lista não teria fim.

Por: Patrícia de Castro

Universitária de Comunicação Social – Jornalismo.

Foto: Tumblr

 

 

 

Sem esperar

Em um dia qualquer, como os de todos os dias, mais um dia de matéria. Andando pela cidade, de uma pauta a outra meu telefone toca, atendo!

Alô?

Outra pauta…

Faço as anotações necessárias para entender o assunto e indico o local ao motorista ( aquele famoso que adora dar pitacos!); então nos encaminhados eu mais o cinegrafista até um grande hotel da cidade. Normal entro e me sento, aguardando algum responsável pelo evento para me dar maiores informações. Ai chega as informações, escrevo, penso e me sento. Tic tac tic tac, e o tempo passa, não sei quanto, mas deve ter sido uns 25 minutos pra mais. Não importante, mal eu sabia o que me aguardava; era uma coletiva, a moça nos falou para entrarmos, assim fizemos. Nos posicionamos, microfone na mesa, câmera ligada, tudo pronto. Eis que entra um rapaz, que no primeiro momento não notei, entretanto já estava lá fora. Depois de pensar lembrei!

Vem em minha direção e me cumprimenta educadamente, como nunca havia visto, lindo! Não havia reparado muito, mas a principio achei bonito, depois feio, não gostei, porém, não sei como nem porque, mas passado nem um segundo, minto uns 3 segundos achei ele lindo e adorável. Inteligente, elegante e culto. Se apresentou, me passou seu cartão, me deu a mão. Eu me apresentei, peguei o cartão e lhe dei a mão. M e entrega um papel e sai para os seus afazeres, volta à sala na hora da coletiva de imprensa. Era uma coletiva para dar início a um fórum importante, Todavia não vem ao caso falarmos dele agora!

Esse fórum durou quatro dias, fui cobrir apenas dois e foi nesses dois que vive momentos bons. Conversei muito com ele, viramos amigos, eu acho e espero. Eu acho, ai que achismo, mas não tem outra palavra que caiba aqui, senão essa! O moço iria me convidar, eu creio. E eu num ato de timidez e trabalho acabei não percebendo. Encerrado o fórum ele retornou a sua cidade, e eu para a minha vida. Por enquanto, conversamos por e-mail, sobre trabalho, eu sei que houve iniciativa dele, por isso lhe enviei um e-mail anti ontem, agora espero retorno! depois eu conto.

Bjs ❤