Meus dramas na hora de ler

Sexta-feira, 01 de julho de 2016.

Talvez não seja apenas eu que tenha, mas abaixo, vou colocar algumas coisinhas que me incomodam na hora que vou ler – uma hora tão importante. Quem sabe daqui alguns anos mudem, pois somos condicionados pelo tempo, porém deixo aqui, em meu caderno de anotações virtual, os meus dilemas literários hehehe.

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O primeiro: Vc lê demais, menina! Vá conversar com os outros.

Oras! Eu faço jornalismo, e já converso muito. A hora da leitura para mim é um descanso mental. Então, se estou lendo neste momento é porque preciso. E jornalista precisa estar bem informado. 😉 #dica

O segundo: Ei… diz pra mim, qual seu livro favorito?

 

Oii? Não tenho. Ou melhor não consigo escolher um. É difícil, eu tenho um relacionamento muito sério com cada obra que leio.

O terceiro: Me empresta seu livro? Nossa! Por que não?

Meu amor, não é fácil comprar livros, mais ainda aqui no Brasil, então não dá. Tem gente que não devolve ou se devolve vem sujo. Uma vez quis tentar emprestar e meu livro voltou com feijão no final da página. Assim, fica impossível voltar a tentar emprestar. :/

O quarto: Este dilema é meu mesmo. Qual livro escolher. Quando vou em sebos, livrarias e até virtualmente, não consigo escolher. Levo um tempo até decidir. Nos sebos folheio e folheio. Leio tudinho que posso, para depois, comprar. hehe

O quinto: Quando alguém te diz: – Não gosto de ler!

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– Sério? Não é possível?! A leitura é algo tão prazeroso. E o crescimento que se adquire através dela é fantástico. Fora que é um momento tão seu. Onde descansamos, sonhamos, imaginamos… enfim, é nossa pausa do mundo.

O sexto: Não encontrar um lugar bem iluminado e quieto para ler.

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Nossa! Odeio esse dilema. Em casa saio à caça por um lugar quieto e com muitaaa luz. À noite um abajur com uma mega luz fica ao lado de minha cama. Falando na quietude para ler, tem momentos e livros, que até consigo ler com um pouco de barulho ou ruído. Agora, quando é livro do curso de jornalismo, onde devo estar muito atenta, pois é conteúdo de prova, aí é pior. Dedicação para entender cada parte é fundamental.

O sétimo: – Você lê dois livros ao mesmo tempo?

Eu consigo. Não confundo histórias nem nada do tipo. Mas assim, normalmente tento ler gêneros diferentes. Isso ajuda! Por exemplo, se estou lendo um romance longo gosto de variar com um livro de poesias ou quadrinhos. É muito legal!

Bem, esses são meus dilemas literários. Quem sabe aumente ou diminua… só o tempo nos dirá hahaha.

 

Fernando Sabino, um escritor mineiro

Sexta-feira, 08 de abril de 2016.

Hoje, no Camporeja, quero compartilhar com vocês um pouco sobre um dos meus escritores favoritos, Fernando Sabino.

Sabino tem desde livos com romances publicados até contos. O primeiro conto dele que tive oportunidade de ler foi O Homem nu, de 1960. O Homem nu virou um livro onde tem vários contos copilados. Este conto trata da vida de um homem, um drama que ele passa na verdade, devendo uma prestação de uma televisão. E por esse motivo ele tem a ideia dele e de sua esposa mentirem que não tem ninguém em casa. Para assim, quando o cobrador não o encontrá-lo.

Porém, ele não fazia isso por ser um vigarista, mas sim porque no dia não tinha esse dinheiro em mãos, então, achava melhor mentir não estar em casa. Com a ideia de ir tomar banho tirou sua roupa, contudo sua mulher entrou primeiro no banho. E ele teve que esperar. Por isso, foi preparar o café da manhã, colocou a água para esquentar e foi pegar o pão que o padeiro deixa todas as manhãs em sua porta. Todavia, ele não contava com uma corrente de ar que veio e fechou a porta de seu apartamento. E ficou no meio do corredor pelado. Cada passo era um medo diferente. Tentava se esconder, colocar a mão na frente de sua nudez…

No desenrolar da história, que só lendo o conto para entender, o homem nu  é visto por sua vizinha que grita muito ao vê-lo despido. A senhora achou que era o padeiro pelado. Com os gritos da senhora e de tanto ele bater na porta, Maria – sua esposa – abre , finalmente, a porta. Em disparada entra em casa. O homem nu se vestiu e sentou-se para se acalmar. Nem banhou tomou. Tempinho depois, batem na porta e ele levanta ver, pois acredita ser a polícia, mas não é a polícia, e sim o cobrador.

hehe esse conto é uma reflexão. Não adianta fugir dos problemas. Mais ou cedo ou mais tarde vai ter que enfrentar. Eu também interpreto esse conto, na hora que o homem fica nu, como o momento em que ele é ele. Está nu, limpo de qualquer esteriótipo. E também como sua verdade. Ali ele foi posto em uma situação de verdade. É muito interessante esse conto.O bem da verdade é que sou suspeita para falar de Sabino. Admiro muito sua forma de escrita e também seus temas.

Como disse no título, Sabino é de Minas Gerais. Aprendeu sozinho com a sua mãe as letras. Estudou gramática, direito e jornalismo – para minha felicidade. Muito contente por ter ele como colega de profissão hehe. Além do amor pela literatura.

Por hoje é isso, mas ao longo da semana quero falar mais sobre Sabino e compartilhar mais de seus escritos. 🙂 Abaixo deixo o conto na íntegra. Boa leitura.

O Homem nu – 1960

Ao acordar, disse para a mulher:

— Escuta, minha filha: hoje é dia de pagar a prestação da televisão, vem aí o sujeito com a conta, na certa. Mas acontece que ontem eu não trouxe dinheiro da cidade, estou a nenhum.

— Explique isso ao homem — ponderou a mulher.

— Não gosto dessas coisas. Dá um ar de vigarice, gosto de cumprir rigorosamente as minhas obrigações. Escuta: quando ele vier a gente fica quieto aqui dentro, não faz barulho, para ele pensar que não tem ninguém. Deixa ele bater até cansar — amanhã eu pago.

Pouco depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao banheiro para tomar um banho, mas a mulher já se trancara lá dentro. Enquanto esperava, resolveu fazer um café. Pôs a água a ferver e abriu a porta de serviço para apanhar o pão. Como estivesse completamente nu, olhou com cautela para um lado e para outro antes de arriscar-se a dar dois passos até o embrulhinho deixado pelo padeiro sobre o mármore do parapeito. Ainda era muito cedo, não poderia aparecer ninguém. Mal seus dedos, porém, tocavam o pão, a porta atrás de si fechou-se com estrondo, impulsionada pelo vento.

Aterrorizado, precipitou-se até a campainha e, depois de tocá-la, ficou à espera, olhando ansiosamente ao redor. Ouviu lá dentro o ruído da água do chuveiro interromper-se de súbito, mas ninguém veio abrir. Na certa a mulher pensava que já era o sujeito da televisão. Bateu com o nó dos dedos:

— Maria! Abre aí, Maria. Sou eu — chamou, em voz baixa.

Quanto mais batia, mais silêncio fazia lá dentro.

Enquanto isso, ouvia lá embaixo a porta do elevador fechar-se, viu o ponteiro subir lentamente os andares… Desta vez, era o homem da televisão!

Não era. Refugiado no lanço da escada entre os andares, esperou que o elevador passasse, e voltou para a porta de seu apartamento, sempre a segurar nas mãos nervosas o embrulho de pão:

— Maria, por favor! Sou eu!

Desta vez não teve tempo de insistir: ouviu passos na escada, lentos, regulares, vindos lá de baixo… Tomado de pânico, olhou ao redor, fazendo uma pirueta, e assim despido, embrulho na mão, parecia executar um ballet grotesco e mal ensaiado. Os passos na escada se aproximavam, e ele sem onde se esconder. Correu para o elevador, apertou o botão. Foi o tempo de abrir a porta e entrar, e a empregada passava, vagarosa, encetando a subida de mais um lanço de escada. Ele respirou aliviado, enxugando o suor da testa com o embrulho do pão.

Mas eis que a porta interna do elevador se fecha e ele começa a descer.

— Ah, isso é que não! — fez o homem nu, sobressaltado.

E agora? Alguém lá embaixo abriria a porta do elevador e daria com ele ali, em pêlo, podia mesmo ser algum vizinho conhecido… Percebeu, desorientado, que estava sendo levado cada vez para mais longe de seu apartamento, começava a viver um verdadeiro pesadelo de Kafka, instaurava-se naquele momento o mais autêntico e desvairado Regime do Terror!

— Isso é que não — repetiu, furioso.

Agarrou-se à porta do elevador e abriu-a com força entre os andares, obrigando-o a parar. Respirou fundo, fechando os olhos, para ter a momentânea ilusão de que sonhava. Depois experimentou apertar o botão do seu andar. Lá embaixo continuavam a chamar o elevador. Antes de mais nada: “Emergência: parar”. Muito bem. E agora? Iria subir ou descer? Com cautela desligou a parada de emergência, largou a porta, enquanto insistia em fazer o elevador subir. O elevador subiu.

— Maria! Abre esta porta! — gritava, desta vez esmurrando a porta, já sem nenhuma cautela. Ouviu que outra porta se abria atrás de si.

Voltou-se, acuado, apoiando o traseiro no batente e tentando inutilmente cobrir-se com o embrulho de pão. Era a velha do apartamento vizinho:

— Bom dia, minha senhora — disse ele, confuso. — Imagine que eu…

A velha, estarrecida, atirou os braços para cima, soltou um grito:

— Valha-me Deus! O padeiro está nu!

E correu ao telefone para chamar a radiopatrulha:

— Tem um homem pelado aqui na porta!

Outros vizinhos, ouvindo a gritaria, vieram ver o que se passava:

— É um tarado!

— Olha, que horror!

— Não olha não! Já pra dentro, minha filha!

Maria, a esposa do infeliz, abriu finalmente a porta para ver o que era. Ele entrou como um foguete e vestiu-se precipitadamente, sem nem se lembrar do banho. Poucos minutos depois, restabelecida a calma lá fora, bateram na porta.

— Deve ser a polícia — disse ele, ainda ofegante, indo abrir.

Não era: era o cobrador da televisão.

Literatura… <3

Amo, essa é a primeira palavra que inicia o meu post. Vou falar aqui de um livro que li e que gostei muito da história, do enredo, da forma de escrita abordada pelo autor, que também gosto bastante. Além de ser um clássico da literatura Internacional, é claro! Confesso que quando vi ele pela primeira vez e o que eu li foi um que o meu avô tinha. Meu vô quando meu pai era pequeno e frequentava a escola comprou enciclopédias e livros de literatura. Bom, naquela época o Google não existia ainda, assim meu avô comprou várias coleções. Acredito que eram as indicadas pelos colégios da época. 

Confesso também que ainda não procurei ler esta história em outro livro. Porém ainda vou ler sim, já pesquisei e notei que tem várias capas e editoras. Ele é um livro do século XIX, ou seja, a leitura dependendo da editora e de que a reescreveu pode ser um pouco complicada. Esse que eu tenho aqui é antigo, é escrita pelo próprio autor. E não por aqueles que pegam e compilam a obra, como é comum hoje. Bem, vamos lá… o que eu achei da história? (para vc que ainda não leu) Gostei e é envolvente. Além das aventuras que a obra oferece por meio das linhas e palavras você conhece muitos lugares escritos pela percepção de Verne.

O livro: Ele é de aventura, foi lançado em 1873 na França, Paris (amo!). 

Seu autor: Julio Verne, grande escritor de aventuras e histórias de ficção científica.

Principal personagem: Phileas Fogg, que é um inglês rico da época. 

A história (resuminho): Ele com seus amigos em um jogo de carta em uma noite no Reform Club de Londres, faz uma aposta, é uma aposta. Que ele conseguiria dar a volta em todo o mundo em apenas 80 dias. 

(…) 

Claro que a história não começa assim, nela narra todo o começo, fala dele o personagem principal.  A sua vida em Londres misteriosa.

 

 

 

 

* O meu livro (quer dizer do meu avô, Mas peguei! hihi) é da coleção Os Maiores Clássicos de Todos os Tempos. Onde reuniu vários autores e suas principais obras. Eu tenho alguns livros dessa coleção. hehe… Mas queria todos! 🙂

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 * Gostei tanto que vou refaze-la. <33333333333333333333                      

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Mais volta ao mundo

A história além de livros também está em filme, e também, em histórias de quadrinhos, as famosas hq’s. É uma forma mais simplese reduzida da obra. É bacana também! Além das lindas lustrações e das belas imagens do cinema.

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Dados:

I.S.B.N.: 9788532261632

Cód. Barras9788532261632

Reduzido: 2008032

Altura: 21 cm.

Largura: 14 cm.

Profundidade: 1 cm.

* Este modelo aqui é da editora Saraiva. 😉

 

Quer ler ou reler também?

Tem esse aqui que você pode baixar e fazer uma leitura bem legal! 🙂

                 http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=3527

Ou neste aqui:

 

                                                           http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/voltamundo.html

 

Bom ,eu amei, como amo literatura não foi nada difícil entender a obra. Espero que também amem. É uma dica gente!

 

Beijim e boa segundona!!!

*-*

 

 

 

Eu quero…

Este livro eu quero ler e poder tê-lo, é lindo, tudo, sua capa, seu texto, a forma que foi diagramado. Tudo favorece sua leitura. Claro além da história. Então, procurando ele em livrarias virtuais, o encontrei no site da Editora Intrínseca. E lá tem um pouquinho do livro, e também, da para ler um trecho do livro… A menina que roubava livros.

Breve resuminho que também está no site!

A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, porém surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los em troca de dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. Essa obra, que ela ainda não sabe ler, é seu único vínculo com a família.

Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que a ensina a ler. Em tempos de livros incendiados, o gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito.

A vida na rua Himmel é a pseudorrealidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um jovem judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela história. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa desse duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto — e raro — de crítica e público.

http://www.intrinseca.com.br/ameninaqueroubavalivros/

#ficaadica!

 

<333 amo livros.

P.S. E também tem um vídeo: