Como fui apresentada a García Márquez

Terça-feira, 26 de abril de 2016.

Sempre ouvia falar do Gabriel García Márquez, mas não sei o motivo nunca fui procurar sobre ele. Normalmente quando vejo muitas pessoas falando de determinado autor eu vou em busca de algum texto. Mas com o García Márquez não foi assim.

Bom como gosto de ler. Aprecio muito a literatura. Então, estava procurando na internet algo em espanhol para ler, pois eu estou testando o meu espanhol. E nada melhor como testar um idioma conversando, e por que não, lendo. Então, em uma tarde de frio e  chuva, ao mesmo tempo, sentei na frente de computador e procurei. Adivinhem! Qual foi o primeiro autor que apareceu no Google em espanhol? Sim, García Márquez. Bem, não pensei duas vezes e  fui ler sobre o autor, escritor e jornalista. Quando vi que ele também era jornalista fiquei muito curiosa. Faço jornalismo para quem não sabe.

Já vi algumas obras consagradas do escritor, porém, como é para começar a ler em espanhol, e também, conhecer o Gabo (apelido de Gabriel José García Márquez) escolhi algo mais curto, de primeira. Todavia, seus clássicos já entraram em minha lista de leituras. De toda sua obra quero começar pelas clássicas. Cem Anos de Solidão e O Amor em Tempos de Cólera. Além disso, quero uma biografia dele. Para aprofundar, e se possível, em espanhol (hehe).

Procurei e procurei e encontrei um conto curto do Gabo para testar meu espanhol e conhecê-lo. O conto é Ladrón de Sábado ou, em português, Ladrão de Sábado. Que conto maravilhoso. Sabe quando termina e você não percebe porque queria mais? Então, essa foi minha experiência com esse conto. E li ele em espanhol. Aprendi novas palavrinhas, muito valido.

Abaixo, vou colocar na íntegra o conto em espanhol. Espero que leiam e gostem. A língua espanhola é a minha preferida, depois de português, claro! 🙂

Hugo, un ladrón que sólo roba los fines de semana, entra en una casa un sábado por la noche. Ana, la dueña, una treintañera guapa e insomne empedernida, lo descubre in fraganti. Amenazada con la pistola, la mujer le entrega todas las joyas y cosas de valor, y le pide que no se acerque a Pauli, su niña de tres años. Sin embargo, la niña lo ve, y él la conquista con algunos trucos de magia. Hugo piensa: «¿Por qué irse tan pronto, si se está tan bien aquí?» Podría quedarse todo el fin de semana y gozar plenamente la situación, pues el marido -lo sabe porque los ha espiado- no regresa de su viaje de negocios hasta el domingo en la noche. El ladrón no lo piensa mucho: se pone los pantalones del señor de la casa y le pide a Ana que cocine para él, que saque el vino de la cava y que ponga algo de música para cenar, porque sin música no puede vivir.A Ana, preocupada por Pauli, mientras prepara la cena se le ocurre algo para sacar al tipo de su casa. Pero no puede hacer gran cosa porque Hugo cortó los cables del teléfono, la casa está muy alejada, es de noche y nadie va a llegar. Ana decide poner una pastilla para dormir en la copa de Hugo. Durante la cena, el ladrón, que entre semana es velador de un banco, descubre que Ana es la conductora de su programa favorito de radio, el programa de música popular que oye todas las noches, sin falta. Hugo es su gran admirador y. mientras escuchan al gran Benny cantando Cómo fue en un casete, hablan sobre música y músicos. Ana se arrepiente de dormirlo pues Hugo se comporta tranquilamente y no tiene intenciones de lastimarla ni violentarla, pero ya es tarde porque el somnífero ya está en la copa y el ladrón la bebe toda muy contento. Sin embargo, ha habido una equivocación, y quien ha tomado la copa con la pastilla es ella. Ana se queda dormida en un dos por tres.A la mañana siguiente Ana despierta completamente vestida y muy bien tapada con una cobija, en su recámara. En el jardín, Hugo y Pauli juegan, ya que han terminado de hacer el desayuno. Ana se sorprende de lo bien que se llevan. Además, le encanta cómo cocina ese ladrón que, a fin de cuentas, es bastante atractivo. Ana empieza a sentir una extraña felicidad.En esos momentos una amiga pasa para invitarla a comer. Hugo se pone nervioso pero Ana inventa que la niña está enferma y la despide de inmediato. Así los tres se quedan juntitos en casa a disfrutar del domingo. Hugo repara las ventanas y el teléfono que descompuso la noche anterior, mientras silba. Ana se entera de que él baila muy bien el danzón, baile que a ella le encanta pero que nunca puede practicar con nadie. Él le propone que bailen una pieza y se acoplan de tal manera que bailan hasta ya entrada la tarde. Pauli los observa, aplaude y, finalmente se queda dormida. Rendidos, terminan tirados en un sillón de la sala.Para entonces ya se les fue el santo al cielo, pues es hora de que el marido regrese. Aunque Ana se resiste, Hugo le devuelve casi todo lo que había robado, le da algunos consejos para que no se metan en su casa los ladrones, y se despide de las dos mujeres con no poca tristeza. Ana lo mira alejarse. Hugo está por desaparecer y ella lo llama a voces. Cuando regresa le dice, mirándole muy fijo a los ojos, que el próximo fin de semana su esposo va a volver a salir de viaje. El ladrón de sábado se va feliz, bailando por las calles del barrio, mientras anochece. 

 

 

 

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Fernando Sabino, um escritor mineiro

Sexta-feira, 08 de abril de 2016.

Hoje, no Camporeja, quero compartilhar com vocês um pouco sobre um dos meus escritores favoritos, Fernando Sabino.

Sabino tem desde livos com romances publicados até contos. O primeiro conto dele que tive oportunidade de ler foi O Homem nu, de 1960. O Homem nu virou um livro onde tem vários contos copilados. Este conto trata da vida de um homem, um drama que ele passa na verdade, devendo uma prestação de uma televisão. E por esse motivo ele tem a ideia dele e de sua esposa mentirem que não tem ninguém em casa. Para assim, quando o cobrador não o encontrá-lo.

Porém, ele não fazia isso por ser um vigarista, mas sim porque no dia não tinha esse dinheiro em mãos, então, achava melhor mentir não estar em casa. Com a ideia de ir tomar banho tirou sua roupa, contudo sua mulher entrou primeiro no banho. E ele teve que esperar. Por isso, foi preparar o café da manhã, colocou a água para esquentar e foi pegar o pão que o padeiro deixa todas as manhãs em sua porta. Todavia, ele não contava com uma corrente de ar que veio e fechou a porta de seu apartamento. E ficou no meio do corredor pelado. Cada passo era um medo diferente. Tentava se esconder, colocar a mão na frente de sua nudez…

No desenrolar da história, que só lendo o conto para entender, o homem nu  é visto por sua vizinha que grita muito ao vê-lo despido. A senhora achou que era o padeiro pelado. Com os gritos da senhora e de tanto ele bater na porta, Maria – sua esposa – abre , finalmente, a porta. Em disparada entra em casa. O homem nu se vestiu e sentou-se para se acalmar. Nem banhou tomou. Tempinho depois, batem na porta e ele levanta ver, pois acredita ser a polícia, mas não é a polícia, e sim o cobrador.

hehe esse conto é uma reflexão. Não adianta fugir dos problemas. Mais ou cedo ou mais tarde vai ter que enfrentar. Eu também interpreto esse conto, na hora que o homem fica nu, como o momento em que ele é ele. Está nu, limpo de qualquer esteriótipo. E também como sua verdade. Ali ele foi posto em uma situação de verdade. É muito interessante esse conto.O bem da verdade é que sou suspeita para falar de Sabino. Admiro muito sua forma de escrita e também seus temas.

Como disse no título, Sabino é de Minas Gerais. Aprendeu sozinho com a sua mãe as letras. Estudou gramática, direito e jornalismo – para minha felicidade. Muito contente por ter ele como colega de profissão hehe. Além do amor pela literatura.

Por hoje é isso, mas ao longo da semana quero falar mais sobre Sabino e compartilhar mais de seus escritos. 🙂 Abaixo deixo o conto na íntegra. Boa leitura.

O Homem nu – 1960

Ao acordar, disse para a mulher:

— Escuta, minha filha: hoje é dia de pagar a prestação da televisão, vem aí o sujeito com a conta, na certa. Mas acontece que ontem eu não trouxe dinheiro da cidade, estou a nenhum.

— Explique isso ao homem — ponderou a mulher.

— Não gosto dessas coisas. Dá um ar de vigarice, gosto de cumprir rigorosamente as minhas obrigações. Escuta: quando ele vier a gente fica quieto aqui dentro, não faz barulho, para ele pensar que não tem ninguém. Deixa ele bater até cansar — amanhã eu pago.

Pouco depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao banheiro para tomar um banho, mas a mulher já se trancara lá dentro. Enquanto esperava, resolveu fazer um café. Pôs a água a ferver e abriu a porta de serviço para apanhar o pão. Como estivesse completamente nu, olhou com cautela para um lado e para outro antes de arriscar-se a dar dois passos até o embrulhinho deixado pelo padeiro sobre o mármore do parapeito. Ainda era muito cedo, não poderia aparecer ninguém. Mal seus dedos, porém, tocavam o pão, a porta atrás de si fechou-se com estrondo, impulsionada pelo vento.

Aterrorizado, precipitou-se até a campainha e, depois de tocá-la, ficou à espera, olhando ansiosamente ao redor. Ouviu lá dentro o ruído da água do chuveiro interromper-se de súbito, mas ninguém veio abrir. Na certa a mulher pensava que já era o sujeito da televisão. Bateu com o nó dos dedos:

— Maria! Abre aí, Maria. Sou eu — chamou, em voz baixa.

Quanto mais batia, mais silêncio fazia lá dentro.

Enquanto isso, ouvia lá embaixo a porta do elevador fechar-se, viu o ponteiro subir lentamente os andares… Desta vez, era o homem da televisão!

Não era. Refugiado no lanço da escada entre os andares, esperou que o elevador passasse, e voltou para a porta de seu apartamento, sempre a segurar nas mãos nervosas o embrulho de pão:

— Maria, por favor! Sou eu!

Desta vez não teve tempo de insistir: ouviu passos na escada, lentos, regulares, vindos lá de baixo… Tomado de pânico, olhou ao redor, fazendo uma pirueta, e assim despido, embrulho na mão, parecia executar um ballet grotesco e mal ensaiado. Os passos na escada se aproximavam, e ele sem onde se esconder. Correu para o elevador, apertou o botão. Foi o tempo de abrir a porta e entrar, e a empregada passava, vagarosa, encetando a subida de mais um lanço de escada. Ele respirou aliviado, enxugando o suor da testa com o embrulho do pão.

Mas eis que a porta interna do elevador se fecha e ele começa a descer.

— Ah, isso é que não! — fez o homem nu, sobressaltado.

E agora? Alguém lá embaixo abriria a porta do elevador e daria com ele ali, em pêlo, podia mesmo ser algum vizinho conhecido… Percebeu, desorientado, que estava sendo levado cada vez para mais longe de seu apartamento, começava a viver um verdadeiro pesadelo de Kafka, instaurava-se naquele momento o mais autêntico e desvairado Regime do Terror!

— Isso é que não — repetiu, furioso.

Agarrou-se à porta do elevador e abriu-a com força entre os andares, obrigando-o a parar. Respirou fundo, fechando os olhos, para ter a momentânea ilusão de que sonhava. Depois experimentou apertar o botão do seu andar. Lá embaixo continuavam a chamar o elevador. Antes de mais nada: “Emergência: parar”. Muito bem. E agora? Iria subir ou descer? Com cautela desligou a parada de emergência, largou a porta, enquanto insistia em fazer o elevador subir. O elevador subiu.

— Maria! Abre esta porta! — gritava, desta vez esmurrando a porta, já sem nenhuma cautela. Ouviu que outra porta se abria atrás de si.

Voltou-se, acuado, apoiando o traseiro no batente e tentando inutilmente cobrir-se com o embrulho de pão. Era a velha do apartamento vizinho:

— Bom dia, minha senhora — disse ele, confuso. — Imagine que eu…

A velha, estarrecida, atirou os braços para cima, soltou um grito:

— Valha-me Deus! O padeiro está nu!

E correu ao telefone para chamar a radiopatrulha:

— Tem um homem pelado aqui na porta!

Outros vizinhos, ouvindo a gritaria, vieram ver o que se passava:

— É um tarado!

— Olha, que horror!

— Não olha não! Já pra dentro, minha filha!

Maria, a esposa do infeliz, abriu finalmente a porta para ver o que era. Ele entrou como um foguete e vestiu-se precipitadamente, sem nem se lembrar do banho. Poucos minutos depois, restabelecida a calma lá fora, bateram na porta.

— Deve ser a polícia — disse ele, ainda ofegante, indo abrir.

Não era: era o cobrador da televisão.

Me aventurando nos podcasts

Quarta-feira, 23 de março de 2016

A minha faculdade já no fim, e com isso, o tcc já está a caminho. Como gosto muito de rádio queria faze algo a ver. Misturando rádio e internet – ferramenta ótima para trabalhar com meu projeto – , resolvi fazer um podcast. Ter um site onde eu possa divulgar os textos e os áudios do meu trabalho.

Porém para fazer, ou melhor, começar a fazer eu estou procurando na internet livros, citações, autores e podcasts. Semana passado encontrei o podcast AudioCult. Que trabalho lindo, e sabem por quê? Porque tem podcast e muita história boa. Bem parecido com a minha ideia. Parecido, pois o trabalho deles narra grandes histórias da literatura brasileira. Já o meu, eu quero narrar a história de pessoas comuns e, a partir disso, transformá-las em uma narrativa literária em forma de áudio.

Abaixo deixo a descrição do trabalho fantástico desse pessoal. Eu já ouvi as três histórias disponíveis no site. E já aviso que vem muito mais. Eu sei porque esse projeto é da Isadora Ribeiro e companhia. E acompanho no seu snapchat todo o trabalho 🙂

“O AUDIOCULT é um projeto que visa transformar clássico da literatura em podcasts, disponibilizados gratuitamente através de nosso site e de nossos parceiros.

Afinal, acreditamos que através destas produções, podemos incentivar a leitura; auxiliando na educação de ouvintes, sejam eles crianças, adolescentes, adultos, estudantes, deficientes visuais, e todos aqueles possam e queiram aprender com as narrativas, contribuindo sobretudo para o crescimento cultural e intelectual da sociedade.

Em breve, nossas obras serão disponibilizadas para download, o que facilitará ainda mais a propagação do conhecimento, que poderá ser transportado para novas mídias e aparelhos eletrônicos como celulares e aparelhos com reprodução de arquivos em mp3″.

Aqui tem o site: AudioCult.

Boa história.

 

Uma leitura dentro do ônibus

Terça-feira, 05 de janeiro de 2015

* Primeiro post de 2016 *

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Fotografia: Hadassah Sorvillo

Hoje acordei cedo – como de costume. Levantei e fiz coisas comuns quando se levanta: escovei os dentes, tomei banho, me arrumei e fui tomar café. Em seguida me despedi de minha família e tomei o ônibus com destino ao terminal da minha cidade.

Chegando no terminal já fui rápido para o outro ponto, o que leva até o meu trabalho. Uma hora eu levo de minha casa até o meu trabalho usando o transporte público de minha cidade. Junto comigo trazia um livro, no começo da viagem ele estava fechado, mas passados uns dez minutos o abri. Não sou acostumada a ler no ônibus, muito menos, ouvir música ou ficar no celular. Sou muito cuidadosa, não sei, penso que lendo ou prestando atenção em outra coisa seja perigoso. E é! Na verdade estar atenta ao interior e exterior do ônibus é medida de segurança.

Contudo, com 2016 aí já, quero ler mais, e muito mais, principalmente livros referente ao meu curso da faculdade.Então, hoje decidi abrir o livro durante a mini viagem. E foi surpreendente e motivador. Consegui ler muito mais dentro do ônibus do que sentada na cama. Consegui ler muitos capítulos. Minha forma de ler é essa, meio que estipulo metas de leitura. Por exemplo, até o final do dia de hoje tenho que ler dois capítulos. Fique contente com o resultado no ônibus.

Mesmo lendo ainda prestava atenção a minha volta. Percebi também que eu era a única com um livro na mão e aberto. E com essa visão já me veio vários devaneios, por exemplo, por que as pessoas não leiam mais? É só no Brasil que há poucos leitores? O celular substituiu o livro físico? Entre outras perguntas.

São perguntas que não podemos ter respostas específicos, por mais que o número de leitores fiquem menor, ainda assim, há os leitores eternos que podem ser ouvido nas pesquisas. E não é apenas no Brasil que há pouca leitura. Não é só aqui que acontece as coisas. Até nos países com maior influência da cultura da leitura deve haver pessoas que odeiam livros. Mas são poucos os que odeiam. Isso não podemos negar. Agora calma, o celular não vai substituir nem roubar o lugar de ninguém. Se bem trabalho ele é mais uma ferramenta para nos auxiliar. É isso que devemos ter em mente. Ele veio para somar.

Procurando sobre como anda a leitura no país não encontrei muita coisa. O que já começa por aí, não é. Como assim não ter notícias atualizadas? Achei uma de abril de 2015 falando da leitura em 2014. 😦

A matéria é da assessoria da Federação do Comércio do Rio de Janeiro onde mostra uma pesquisa sobre a redução da leitura.  Sete brasileiros de cade dez não leram nem um livro sequer em 2014.

Triste! Mais cultura e literatura. Com essa minha reflexão quero ler mais ainda e pensar em estudar mais profundamente o jornalismo literário – um jornalismo tão encantador, que comporta poesia e belas histórias.

  • Em breve quero divagar mais sobre o tema.

 

Aprendendo Barroco

Sou barroco

Sou da terra

Da fugacidade

Faço parte de uma religião

Trato de temas distintos

Desde a morte até o misticismo

Gosto de narrar

É o meu forte as cenas trágicas

Meu tom de voz combina

Temas ocos não me convencem

O pecado ronda-nos

Porém em mim o bem prevalece

O belo e o feio nos enaltece 

O movimento é minha característica

Meu interior é cheio de ornamentações 

Sou anjo, sou de flor e espiral

Sou Barroco e ponto final.