Compartilhando um texto

Oi,

Como anda a leitura de vocês? Quantos livros vocês leem por ano?

Eu adoro ler, não tem um dia em que eu não leia algo, pode ser uma notícia, um capítulo do livro que estou lendo, um informativo e até mesmo catálogos promocionais – leio tudo!

Bem, mas sabemos que não são todos que gostam dessa prática tão benéfica e saudável para nós. Eu acompanho o site Observatório da Imprensa, um portal jornalístico que nos traz sempre uma nova forma de ver e entender a notícia. E ontem eu li um artigo muito bom, Laé de Souza (autor) falava da prática da leitura no Brasil, além do tema (que me chamou a atenção) a forma como ele vê esperança na introdução da leitura nos brasileiros é fantástico – eu também penso como ele, acredito que sim, os brasileiros (que não leem) podem passar amar os livros, e o mais bacana é que não precisa ser o livro de papel, o palpável, mas pode ser nos famosos e-books, por que não, né!?

Assim queria deixar aqui no blog esse texto para vocês lerem e refletirem sobre o tema.

Laé de Souza em 20/01/2015 na edição 834

Aqueles que são leitores verdadeiros sabem exatamente a riqueza que podemos encontrar em incontáveis páginas de livros. Desde muito cedo, tornei-me leitor convicto. Daqueles que viajam pelo universo literário.

Por muitos anos, mantive meus livros como objeto de adoração, expostos numa glamorosa estante em minha biblioteca particular.

Confesso: tinha ciúmes da minha vasta coleção, vez ou outra empoeirada, protegida pelo meu ameaçador “não tire do lugar”. Livros conservados como tesouro intocável.

Num determinado momento, comecei a refletir sobre o motivo do desinteresse das pessoas pela leitura, em especial os jovens. Foi, então, que libertei meu tesouro literário da prisão de minha estante. Passei a emprestar meus livros a um, a outro, fiz marketing das obras que li e assim fui disseminando a cultura do prazer da leitura.

Hoje, alegra-me quando morre o proprietário de uma vasta biblioteca particular e a viúva detesta livros, pois eles serão distribuídos de qualquer jeito e sairão a circular com grande chance de cumprir o papel para o qual nasceram: serem lidos. Quantas vezes leremos um livro que está em nossa estante? Por que deixá-los ali empoeirados, tristonhos, lidos apenas uma vez? Temos um instinto de posse para tudo. Até para os livros.

Grande parceria

Sempre fui inconformado com o estigma de que o brasileiro não gosta de ler. Acho pura invencionice. Não se pode opinar sobre o gosto do que nunca se experimentou. Imaginava que era preciso criar facilidades e buscar estímulos para a primeira leitura. Longe, bem longe da obrigatoriedade e controles burocráticos para aquele que quer ler. Entristece-me quando, nas minhas visitas às escolas, vejo bibliotecas ou salas de leitura trancadas a sete chaves. Quantos leitores perdidos pelo excesso de zelo.

Assim, em 1998 nasceu o meu projeto Encontro com o Escritor. Sempre tive a certeza de que a leitura não é só na escola, é para todos os lugares. Assim, em 2004, nasceu o projeto Leitura no Parque, que visa abarcar outro tipo de público.

Ao longo desses anos de aplicação de projetos de leitura, tenho constatado que é grande equívoco o pensamento de que “o brasileiro não gosta de ler”. Falta, isso sim, criar facilidades e formas de incentivo.

Trabalho que tenho feito sempre nas minhas palestras, alertando professores para a grande responsabilidade que lhes cabe, principalmente nos dias de hoje, em que as mães ausentam-se para o trabalho e não têm o tempo tão necessário para ler histórias para os filhos e estimular a imaginação e o prazer da literatura.

Num tempo de alunos arredios, cercados pelo bombardeio de inovações visuais e lúdicas, é preciso escolher com carinho a obra que se coloca pela primeira vez nas mãos de um futuro leitor. Corre-se sempre o risco de criar ojeriza e afastá-lo definitivamente do mundo da leitura. Portanto, muito cuidado!!!

Vários alunos que se recusavam a ler e que leram a primeira crônica de um livro meu manifestaram que leram, para surpresa deles próprios, até o final e começaram a ler outras obras a partir dessa experiência.

A grande parceria com professores, instituições e a adesão de patrocinadores e incentivadores pessoa física me levam a acreditar que é possível realizar o sonho de fazer do Brasil um país de leitores.

***

Beijim!

Anúncios

Ai ai ai eu vou!

 

                        Imagem

 

 

Gente tinha que fazer este post estou muito ansiosa, estou que não me aguento. Sabe porquê???

É que amanhã sexta-feira em todos os cinemas do Brasil será lançado o filme que eu aguardo muito… tanãaaãa…

A Menina que Roubava Livros. Já tive a oportunidade de algum tempinho poder ler o livro, mas sabe agora no cinema vai ser uma emoção. Uiuiui 🙂 Então eu e minhas amigas já compramos a nossa entrada para o cinema, antes que formem aquelas filas gigantescas. Ai ansiosa! :*

Vamos ver o trailer?

 

 

 

Beijim  😀

 

 

Eu quero…

Este livro eu quero ler e poder tê-lo, é lindo, tudo, sua capa, seu texto, a forma que foi diagramado. Tudo favorece sua leitura. Claro além da história. Então, procurando ele em livrarias virtuais, o encontrei no site da Editora Intrínseca. E lá tem um pouquinho do livro, e também, da para ler um trecho do livro… A menina que roubava livros.

Breve resuminho que também está no site!

A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, porém surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los em troca de dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. Essa obra, que ela ainda não sabe ler, é seu único vínculo com a família.

Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que a ensina a ler. Em tempos de livros incendiados, o gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito.

A vida na rua Himmel é a pseudorrealidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um jovem judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela história. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa desse duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto — e raro — de crítica e público.

http://www.intrinseca.com.br/ameninaqueroubavalivros/

#ficaadica!

 

<333 amo livros.

P.S. E também tem um vídeo: